
O Ministério Público de Rondônia (MPRO) deu um passo decisivo contra o crime organizado no estado. Na última sexta-feira (23), o órgão apresentou uma denúncia formal contra 25 pessoas investigadas na Operação Godos. O grupo é acusado de transformar a região do distrito de Nova Mutum Paraná, em Porto Velho, em um cenário de violência e ilegalidades.
A operação abrange uma vasta área, com diligências em Porto Velho, Nova Mutum Paraná, União Bandeirantes, Nova Dimensão, Nova Mamoré, Buritis, Ji-Paraná, Guajará-Mirim, Jaru, Rolim de Moura, Mutum Paraná, Cerejeiras, Vila Nova Samuel, Candeias do Jamari, Cacoal, Costa Marques, Jacinópolis, Castanheiras e São Carlos.
Segundo as investigações do GAECO (braço do MP que combate o crime organizado), o grupo funcionava como uma empresa do crime, com tarefas bem divididas. Havia desde os líderes até setores de segurança, finanças e logística.
Eles são acusados de uma lista extensa de crimes graves, incluindo:
Extorsão e Tortura: Uso de violência para intimidar donos de terras.
Invasão de Terras (Esbulho Possessório): Tomada de propriedades de forma violenta.
Crimes Ambientais: Desmatamento e destruição da natureza.
Violência Urbana: Roubos, furtos, homicídios e uso de armas de fogo.
Um detalhe que chama a atenção na denúncia é que a organização envolvia adolescentes nos crimes e mantinha ligação com outras facções criminosas.
Além da prisão dos envolvidos, o Ministério Público quer que o grupo pague caro pelos danos causados à sociedade e ao meio ambiente. O valor total de indenização solicitado ultrapassa R$ 1,95 bilhão.
Veja como esse valor foi dividido:
Danos Ambientais: R$ 1,8 bilhão (pela destruição da floresta e recursos naturais).
Danos Materiais: R$ 51 milhões (prejuízos financeiros às vítimas).
Danos Morais Coletivos: R$ 10 milhões (pelo trauma e insegurança gerados na comunidade).
"Esses valores visam ressarcir os graves prejuízos que incluem vasta destruição ambiental e perdas sociais significativas", afirma o MPRO.
A denúncia foi entregue à 3ª Vara Criminal de Porto Velho. Agora, o juiz analisará o caso, e os acusados terão a chance de apresentar suas defesas. Como 25 deles já estão presos, o processo terá prioridade para que o julgamento aconteça o mais rápido possível.
E os outros envolvidos? A Operação Godos ainda não acabou. O GAECO informou que continua trabalhando para denunciar outros investigados que estão soltos ou foragidos. Para não atrasar o processo de quem já está na cadeia, essas novas denúncias serão feitas separadamente.
Com essa ação, o Ministério Público reafirma o esforço para retomar a ordem no campo e garantir que a lei seja cumprida na região de Porto Velho.
Por Redação Gazeta Buritis (Com informações da Gerência de Comunicação Integrada – GCI)