
A Polícia Federal (PF) desencadeou a "Operação Baile de Máscaras" em Rondônia nesta quarta-feira (18) para apurar uma potencial fraude em uma licitação realizada pela Secretaria Estadual de Assistência Social (Seas) durante a pandemia de Covid-19. As investigações apontam para uma série de irregularidades no Chamamento Público 90/2020, incluindo documentos falsos, empresas aparentemente fictícias e um atraso significativo na entrega dos materiais essenciais.
O contrato em questão envolvia a aquisição de 248 mil máscaras de tecido no valor de R$ 500 mil. No entanto, a empresa vencedora da licitação recebeu adiantamentos financeiros, mas as máscaras foram entregues com um atraso considerável de 40 dias. Além disso, a PF descobriu documentos falsificados na proposta enviada pela empresa vencedora.
A investigação também revelou que duas empresas participantes do certame, na verdade, agiram em conluio, apresentando propostas idênticas e sendo representadas pela mesma pessoa, que, surpreendentemente, é um motorista de aplicativo e não um empresário vinculado às supostas companhias. Outra descoberta preocupante é que essas empresas não tinham funcionários registrados, sugerindo fortemente que se tratam de empresas de fachada.
A "Operação Baile de Máscaras" visa esclarecer essas suspeitas de fraude e irregularidades na licitação da Seas, trazendo à tona questões sobre a transparência e a integridade do processo de compra de insumos essenciais em meio à pandemia de Covid-19.