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São Paulo Lidera Lista Suja do Trabalho Escravo com 32 Novos Nomes! Inclusões Revelam Cervejaria Heineken e Restaurantes de Sushi!

Nomes poderosos na lista da vergonha! Trabalhadores em condições desumanas resgatados de fazendas de café e fornecedora de açúcar. São Paulo vê sua mancha de trabalho escravo crescer.

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12/10/2023 às 09h24
São Paulo Lidera Lista Suja do Trabalho Escravo com 32 Novos Nomes! Inclusões Revelam Cervejaria Heineken e Restaurantes de Sushi!
Reprodução - Instituto Observatório Social

São Paulo, o segundo maior estado do Brasil, foi abalado por um escândalo sem precedentes, com a inclusão de 32 novos empregadores na infame "Lista Suja do Trabalho Escravo". Esta atualização alarmante, divulgada pelo Ministério do Trabalho, marca um recorde sombrio na história do país, demonstrando que o problema do trabalho escravo está longe de ser erradicado.

Uma das inclusões mais pesadas é a cervejaria Kaiser, pertencente ao Grupo Heineken, uma marca globalmente conhecida. Esta gigante da indústria teve seu nome associado à lista após o resgate de 23 motoristas que enfrentavam condições degradantes em um galpão de uma transportadora em Jacareí, interior de São Paulo, no ano de 2021. Os trabalhadores, todos imigrantes, incluindo haitianos e venezuelanos, eram submetidos a jornadas exaustivas sem acesso a água potável.

O Grupo Heineken, ao responder a essa revelação chocante, declarou ter ficado surpreso com as condições encontradas e assegurou que a transportadora, uma empresa terceirizada, não faz mais parte de sua lista de fornecedores. Eles afirmaram ter se mobilizado para garantir que os direitos fundamentais dos trabalhadores fossem restaurados imediatamente.

Além disso, três restaurantes de comida japonesa na capital paulista foram incluídos na lista de trabalho escravo. Dois deles foram alvos da "Operação Sushi Paulistano", que ocorreu em setembro do ano passado, revelando que 17 funcionários eram submetidos a condições análogas à escravidão. Eles trabalhavam longas jornadas, sem pagamento de horas extras, e viviam em locais insalubres com alto risco de incêndio. O Ministério Público do Trabalho (MPT) constatou que as empresas compartilhavam a mão de obra dos empregados, que não possuíam registro nas carteiras de trabalho e vinham de outros estados.

Em todo o país, mais de 1.770 trabalhadores foram identificados em condições de trabalho análogas à escravidão, com 279 deles somente em São Paulo. Fazendas como a "Nossa Senhora das Graças", em Pedregulho, especializada na colheita de café, lideram a lista estadual. No ano de 2021, uma ação conjunta do MPT e da Polícia Federal resgatou 56 trabalhadores no local, incluindo dez adolescentes, todos trabalhando sem registro em carteira, enfrentando jornadas excessivas e acomodados em alojamentos precários.

Outra fazenda fornecedora de açúcar, que abastece a marca Caravelas, foi recentemente adicionada à lista. Localizada na zona rural de Pirangi, esta fazenda viu o resgate de 32 trabalhadores em janeiro deste ano. Eles foram aliciados e levados de Minas Gerais para trabalhar no canavial, em condições precárias, sem receber salários.

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