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Algumas pessoas voltaram a usar máscara por causa da fumaça das queimadas no Brasil, mas será que realmente funciona?

Ministério da Saúde recomendou o uso de máscaras cirúrgicas e, especialmente, o modelo PFF2, conhecido por seu alto poder de filtragem.

Redação
Por: Redação
29/08/2024 às 13h06
Algumas pessoas voltaram a usar máscara por causa da fumaça das queimadas no Brasil, mas será que realmente funciona?

Popularizadas durante a pandemia da COVID-19, as máscaras voltaram a ganhar espaço como uma ferramenta importante para proteger a saúde contra a fumaça das queimadas no Brasil. O aumento no número de focos de incêndio em diversas regiões do país e o deslocamento de fumaça para áreas urbanas, mesmo sem queimadas próximas, levantou o alerta sobre os danos que o ar poluído pode causar.

A queima de vegetação libera, além de gases tóxicos, uma grande quantidade de material particulado. Essas partículas, ao serem inaladas, podem irritar as vias aéreas e agravar doenças respiratórias crônicas, como asma e bronquite. Diante desse cenário, o Ministério da Saúde recomendou o uso de máscaras cirúrgicas e, especialmente, o modelo PFF2, conhecido por seu alto poder de filtragem.

A máscara funciona contra a fumaça das queimadas?

Especialistas apontam que, apesar de as máscaras cirúrgicas oferecerem alguma proteção, elas não são ideais para quem busca se proteger da poluição gerada pelas queimadas. Eduardo Algranti, pneumologista e coordenador da Comissão Científica de Doenças Respiratórias Ambientais e Ocupacionais da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), explica que, para a fumaça das queimadas, o uso de máscaras de alta filtragem, como as PFF2, é recomendado.

“A inalação do material particulado pode gerar diversos problemas respiratórios. Por isso, as máscaras PFFs, que oferecem um nível de proteção muito maior, são a melhor escolha”, destaca o especialista.

A médica Elnara Negri, pneumologista do Hospital Sírio-Libanês, complementa a análise, afirmando que quem está em locais próximos às queimadas ou em cidades afetadas pela fumaça deve priorizar máscaras com alto poder de filtragem.

“Elas se adaptam melhor ao rosto e filtram uma quantidade maior de material particulado, reduzindo significativamente a inalação de substâncias tóxicas”, recomenda.

Embora as máscaras PFF2 sejam eficazes para filtrar partículas e proteger os pulmões, elas têm limitações. Algranti lembra que elas não são capazes de filtrar gases tóxicos, como monóxido de carbono e outros compostos voláteis liberados pela queima. Portanto, para quem vive em áreas de risco constante, medidas adicionais, como evitar atividades ao ar livre durante o período crítico e permanecer em locais fechados com boa vedação, também são recomendadas.

A volta ao uso de máscaras em meio à fumaça das queimadas pode ser uma boa medida de precaução, principalmente para aqueles que possuem doenças respiratórias crônicas. No entanto, é fundamental utilizar modelos adequados, como as PFF2, para garantir uma proteção mais eficaz. Além disso, é importante adotar outras medidas de proteção, especialmente em locais de alta exposição, para minimizar os riscos à saúde.

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