
Dois meses após o trágico acidente que resultou na perda de Garon Maia e seu jovem filho em uma remota floresta do sul de Rondônia, a Força Aérea Brasileira (FAB) continua a investigar as razões por trás da tragédia.
A fatídica ocorrência aconteceu na cidade de Vilhena, em 29 de julho, próximo à fronteira com Comodoro, no Mato Grosso. Os corpos de Garon e Francisco Veronezi Maia foram encontrados no dia seguinte, após uma intensa busca realizada por bombeiros e funcionários de uma fazenda local.
Segundo o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), as investigações do acidente ainda estão em andamento, sem previsão de conclusão.
É importante destacar que o foco desta investigação não é encontrar culpados para punição, mas sim "aprender com o acidente" e, se necessário, implementar melhorias para a "prevenção de futuros acidentes".
"A investigação de acidentes aeronáuticos desempenha um papel crucial na melhoria da segurança de voo, tanto em contextos militares quanto civis", afirma o Cenipa.
De acordo com informações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o avião envolvido na queda em Vilhena é um Beechcraft Baron G58, fabricado em 2011. Ele tinha autorização para transportar até cinco passageiros, mas no voo em questão, apenas Garon e seu filho estavam a bordo.
A aeronave também estava autorizada para voos noturnos e estava registrada na categoria de serviços aéreos privados.
Consultores de aviação consultados por nossa equipe acreditam que, devido ao fato de o bimotor não ter sido encontrado no mesmo local em que desapareceu dos radares, a principal suspeita recai sobre uma possível falha mecânica como causa do acidente. O mistério que envolve essa tragédia continua a intrigar a todos, enquanto as investigações prosseguem incansavelmente.