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PF deflagra operação para combater desmatamento ilegal nos estados de RO e AC

A operação contou com a participação de 62 policiais federais

Redação
Por: Redação Fonte: PF
26/10/2023 às 12h18
PF deflagra operação para combater desmatamento ilegal nos estados de RO e AC
Divulgação/PF

A ação que ocorreu simultaneamente em sete municípios de Rondônia e um no Acre, resultou na apreensão de bens e dinheiro que, somados, ultrapassam a casa de R$ 5 milhões, além do bloqueio de R$ 115.078.713,02

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira, 26/10, a operação Fake Plan, a fim de desarticular grupo especializado na falsificação de documentos públicos, utilizados para dar aparência de legalidade à madeira extraída de forma ilegal.

Foram cumprimentos 15 mandados de busca e apreensão em Rondônia e no Acre, além do sequestro/bloqueio de R$ 115.078.713,02, expedidos pela 3ª Vara Federal da Seção Judiciária de Rondônia.

A ação que ocorreu simultaneamente em sete municípios de Rondônia e um no Acre, resultou na apreensão de quatro veículos, cujos valores somados se aproximam de R$ 1 milhão, R$ 335 mil em espécie e 300 cheques, com total estimado em R$ 4 milhões.

Divulgação/PF
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A operação contou com a participação de 62 policiais federais que cumpriram os mandados nas cidades de Espigão do Oeste/RO, Nova Mamoré/RO, Extrema/RO, Buritis/RO, Ariquemes/RO, Porto Velho/RO, Pimenta Bueno/RO e Rio Branco/AC.

O trabalho de investigação teve início em 2020 após denúncia feita por funcionários da Secretária de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam).

Durante as investigações, verificou-se a falsificação de diversas autorizações de extração, que teriam beneficiado cerca de 30 envolvidos, dentre eles pessoas físicas e jurídicas.

Após a perícia do local que era indicado nas falsas autorizações, constatou-se que se tratava de uma área de proteção ambiental, localizada na Estação Ecológica Samuel, e que, de fato, não houve extração de madeira do local, o que reforçou a suspeita de que os criminosos falsificaram os documentos para “esquentar” madeira extraídas ilegalmente.

Divulgação/PF

Os investigados responderão, na medida de sua participação, pelos crimes de falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, crimes contra o meio ambiente e organização criminosa, cujas penas somadas podem ultrapassar 27 anos de prisão.

A Polícia Federal atua de forma constante para manter a integridade do meio ambiente, de forma que ações que atentem contra os interesses ambientais serão reprimidas com o rigor da lei penal.

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