
No desfecho de um julgamento que se estendia desde novembro de 2023, o renomado técnico Cuca teve sua sentença por estupro de vulnerável, proferida pela Justiça Suíça, anulada pelo Tribunal Regional de Berna-Mitteland. A decisão veio após o Ministério Público alegar a prescrição do crime, um desdobramento que gerou controvérsias no cenário jurídico e esportivo.
Cuca, na época jogador do Grêmio, enfrentava acusações referentes a relações sexuais com uma menor de idade durante a excursão do time ao país em 1987. A defesa do treinador argumentou que a condenação ocorreu à revelia, solicitando uma nova oportunidade para apresentar argumentos em sua defesa.
A juíza Bettina Bochsler acatou o requerimento da defesa, desencadeando um pedido de reconsideração do Ministério Público. No entanto, este foi negado com base na prescrição do crime, levando ao encerramento do processo e à anulação da sentença.
A reviravolta no caso suscita debates sobre a prescrição de delitos dessa natureza e a garantia de um julgamento justo. Enquanto alguns defendem a legalidade da decisão, outros questionam a equidade do desfecho diante da seriedade das acusações.