
Nos últimos dois anos, os produtores agrícolas têm enfrentado perdas econômicas significativas devido às mudanças climáticas. Em média, estima-se que suas rendas tenham diminuído em 15,7%, com um em cada seis produtores relatando perdas superiores a 25%.
Entre os anos de 1985 e 2012, o desmatamento causou uma redução média de 12% na produtividade da soja na Amazônia e 6% no Cerrado, chegando a decréscimos de mais de 20% em algumas regiões desses biomas. Essa destruição das florestas, uma das principais causas das alterações climáticas, somada às mudanças climáticas globais, está impactando de forma significativa o agronegócio brasileiro.
Esses impactos na produtividade agrícola têm um efeito direto sobre a disponibilidade e o custo dos alimentos. Estamos testemunhando esse movimento acontecendo agora, mas ele tende a se agravar se não interrompermos o desmatamento imediatamente e adotarmos medidas de mitigação e restauração dos ecossistemas naturais.
O cenário é claro: as mudanças climáticas e o desmatamento estão criando desafios sérios para o agronegócio brasileiro. A queda na renda dos produtores, a redução na produtividade e a ameaça à segurança alimentar são questões urgentes que exigem ação imediata. Para proteger nosso futuro e garantir a disponibilidade de alimentos para todos, é fundamental parar o desmatamento e investir em estratégias de mitigação e restauração dos ecossistemas naturais.