
No obscuro universo do tráfico internacional de drogas, um método tenso para driblar a vigilância aeroportuária é utilizado: as chamadas "mulas". Estas são pessoas que arriscam a própria saúde transportando entorpecentes dentro de seus corpos, seja engolindo cápsulas de cocaína ou inserindo-as em partes sensíveis. Essas práticas, embora evasivas, são virtualmente um jogo de roleta russa, carregando o peso de consequências severas.
As técnicas arriscadas para a inserção dessas cápsulas no corpo, seja por via oral, vaginal ou retal, frequentemente resultam em incidentes onde as cápsulas podem romper. Se o invólucro plástico que envolve a droga se quebra, uma overdose catastrófica é iminente.
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Os sintomas variam, mas podem incluir convulsões, desmaios e até mesmo morte. Mesmo quando as cápsulas não se rompem, as "mulas" enfrentam dores estomacais intensas, causando desmaios, vômitos e potencial sangramento interno, resultando em um cenário de risco extremo.
Em meio a essa realidade sombria, existem procedimentos para a remoção segura dos pacotes, no entanto, a probabilidade de morte antes ou durante essas intervenções é assustadoramente alta. Esta é a crua e perigosa jornada das "mulas" no labirinto do tráfico de drogas, onde a promessa de recompensa financeira colide brutalmente com os riscos mortais envolvidos.