
Em meio à onda de calor registrada no país, o Operador Nacional do Sistema (ONS) anunciou esta semana que a demanda por energia elétrica deve atingir um recorde para mês de setembro.
Além das altas temperaturas, que impulsionam o aumento do uso de ar condicionado, o diretor-geral do ONS, Luiz Carlos Ciocchi, destacou que a aceleração da economia também tem exercido influência significativa na demanda por energia em setembro.
Meteorologistas observam a presença de um bloqueio atmosférico preocupante, influenciado por três fatores principais:
1. El Niño atípico: Este fenômeno está mais intenso este ano, aquecendo as águas do Oceano Pacífico e reduzindo a atuação de frentes frias no Brasil, fortalecendo o bloqueio atmosférico.
2. Aquecimento global: A queima de combustíveis fósseis está tornando eventos climáticos extremos, como ciclones e enchentes, mais frequentes. Especialistas afirmam que ondas de calor recentes na Europa seriam quase impossíveis sem as mudanças climáticas.
3. Setembro: Naturalmente, este mês traz altas temperaturas ao centro do Brasil devido ao término do período seco e ao aumento da radiação solar.
Esses fatores combinados estão contribuindo para a onda de calor e o aumento na demanda de energia elétrica no país.
Os economistas do mercado financeiro revisaram para cima a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, aumentando-a de 2,64% para 2,89%, representando um crescimento três vezes maior do que inicialmente esperado.