
Com a chegada iminente do verão, muitas regiões do Brasil já enfrentam ondas de calor intensas, resultado de fenômenos climáticos como bolhas de calor e os efeitos do El Niño. Especialistas alertam para os riscos associados a temperaturas elevadas, enfatizando a importância de cuidados específicos para prevenir problemas de saúde decorrentes do calor excessivo.
O corpo humano possui um sistema de termorregulação que, embora ainda funcione em altas temperaturas, pode apresentar sintomas como fadiga extrema, tontura, náuseas, vômitos, desmaios e pulso fraco e rápido. Cardiologistas destacam que em casos mais graves, pacientes com doenças cardíacas, como hipertensão arterial e insuficiência cardíaca, podem sofrer descompensações, colocando em risco o sistema cardiovascular.
A exaustão térmica torna-se um alerta, uma vez que, quando a pressão arterial cai, o corpo tenta compensar aumentando a frequência cardíaca, sobrecarregando o coração. Em situações extremas, a temperatura corporal acima de 40 ºC pode levar a confusão mental, desorientação e até mesmo perda de consciência, podendo evoluir para estados mais graves, como coma ou óbito.
Verificando a Hidratação:
Para evitar complicações, especialistas destacam a importância de manter o corpo bem hidratado. Um truque simples é observar a cor da urina: idealmente incolor e transparente. Caso a urina esteja amarela, é um sinal de desidratação, indicando a necessidade de aumentar a ingestão de água.
Além da hidratação, recomenda-se utilizar roupas leves e realizar atividades físicas nos períodos mais amenos do dia, como o início da manhã ou o final da tarde. A alimentação também desempenha um papel crucial, sendo indicado o consumo de alimentos leves, como saladas, frutas e legumes. Evitar bebidas alcoólicas é crucial, uma vez que, apesar da sensação de refrescância, o álcool pode contribuir para a perda de água corporal, agravando a desidratação em condições de calor intenso.