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Não é brincadeira: por que assustar seu filho usando a polícia coloca a segurança dele em risco

Na tentativa de estabelecer limites rápidos no cotidiano, é comum que alguns responsáveis recorram a facilidade.

Redação
Por: Redação
04/08/2026 às 17h11
Não é brincadeira: por que assustar seu filho usando a polícia coloca a segurança dele em risco
ilustrativa

Na tentativa de impor limites rápidos no dia a dia, é comum ouvir frases como

"se não me obedecer, vou chamar a polícia" ou "olha lá o policial, ele vai te prender".

Embora ditas muitas vezes sem maldade, essas ameaças criam um perigo invisível para a segurança da própria criança.

O problema principal acontece em situações de emergência — como quando o menor se perde dos pais em um local público, em um mercado ou na rua. Se a criança foi ensinada a ver o policial como uma figura ameaçadora, o reflexo natural diante do pânico não será pedir ajuda, mas sim fugir ou se esconder. Em vez de procurar o agente fardado mais próximo para se proteger, ela pode se afastar ainda mais, atrasando o resgate e aumentando a exposição ao risco.

Do ponto de vista psicológico e de proteção, o uso desse tipo de pavor gera ansiedade e rompe uma barreira essencial de confiança. A infância precisa ser guiada pelo diálogo e pela segurança, e não pelo medo de autoridades.

Como mudar essa abordagem?

  • O policial como protetor: Explique que o trabalho da polícia é ajudar, cuidar e manter a segurança das pessoas.
  • O primeiro porto seguro: Ensine que, se a criança se perder ou se sentir em perigo, procurar um policial é a atitude mais segura a se tomar.
  • Canal de confiança: Mostre que os agentes são aliados que estão sempre prontos para dar apoio e ouvir denúncias caso algo errado aconteça.

Educar com limites claros e afeto dispensa o uso de ameaças. Afastar a criança da polícia por meio do medo é, sem perceber, tirar dela uma das suas maiores redes de proteção em momentos de vulnerabilidade.

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