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Com avanço na alfabetização infantil, Acre reforça ações de enfrentamento ao analfabetismo

O Acre apresentou avanços na redução do analfabetismo entre pessoas de 15 anos ou mais, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e ...

Redação
Por: Redação Fonte: Secom Acre
23/06/2026 às 12h01
Com avanço na alfabetização infantil, Acre reforça ações de enfrentamento ao analfabetismo
Foto: Reprodução/Secom Acre

O Acre apresentou avanços na redução do analfabetismo entre pessoas de 15 anos ou mais, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2025, a taxa caiu para 8,9%, ante 9,4% registrados no ano anterior, representando uma redução de 0,5 ponto percentual.

O resultado demonstra progresso nos esforços voltados à ampliação do acesso à educação e à alfabetização da população, refletindo melhorias graduais nos indicadores educacionais do estado. Além disso, a diminuição do número de pessoas que não sabem ler e escrever reforça a importância da continuidade das políticas públicas voltadas para a educação.

Para ampliar as ações voltadas à redução do analfabetismo, o governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE), tem atuado em duas frentes complementares: garantir que as crianças sejam alfabetizadas na idade certa e expandir as oportunidades de escolarização para jovens, adultos e idosos que não tiveram acesso à escola no tempo adequado. A estratégia busca reduzir o analfabetismo e, ao mesmo tempo, impedir que novas gerações cheguem à vida adulta sem o domínio da leitura e da escrita.

Estado avança 17 pontos percentuais em relação ao ano anterior, alcançando 68% de crianças alfabetizadas. Foto: Mardislon Gomes/SEE
Estado avança 17 pontos percentuais em relação ao ano anterior, alcançando 68% de crianças alfabetizadas. Foto: Mardislon Gomes/SEE

Na alfabetização infantil, o estado registrou um dos maiores avanços do país. Pelo Indicador Criança Alfabetizada (ICA), divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o Acre avançou 17 pontos percentuais em comparação com o ano anterior e alcançou 68% de crianças alfabetizadas ao fim do 2º ano do ensino fundamental . O resultado ultrapassou a média nacional, de 66%, e permitiu ao estado atingir antecipadamente a meta projetada para 2027.

O avanço é resultado de uma política articulada entre Estado, municípios, Ministério da Educação (MEC), União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e Fundação Getulio Vargas (FGV), por meio do programa Alfabetiza Acre. A iniciativa integra ações de formação continuada de professores e gestores, avaliação diagnóstica, acompanhamento pedagógico, recomposição das aprendizagens e reconhecimento de boas práticas nas redes públicas de ensino.

Em junho, a SEE realizou o 2º Ciclo Formativo de Alfabetização do programa Alfabetiza Acre , reunindo cerca de 300 articuladores regionais e municipais, assessores pedagógicos e coordenadores de ensino dos 22 municípios, em Rio Branco. A formação foi voltada ao fortalecimento das práticas de alfabetização, do ensino de língua portuguesa e matemática, além da recomposição das aprendizagens, com foco na transformação dos resultados das avaliações em estratégias pedagógicas concretas para o cotidiano escolar.

Oficinas de alfabetização, língua portuguesa e matemática integraram a programação do II Ciclo Formativo do Alfabetiza Acre. Foto: Mardilson Gomes/SEE
Oficinas de alfabetização, língua portuguesa e matemática integraram a programação do II Ciclo Formativo do Alfabetiza Acre. Foto: Mardilson Gomes/SEE

O chefe da Divisão de Implementação da Política Alfabetiza Acre, Márcio Parente, destacou que os resultados recentes mostram a efetividade do trabalho desenvolvido em regime de colaboração com os municípios. “O Acre registrou o segundo maior crescimento percentual nos índices de alfabetização no país. Já alcançamos a meta prevista para 2027, atualmente, 68% das crianças estão alfabetizadas. Agora, nosso objetivo é chegar a 80% até 2030”, explicou.

Uma das ferramentas que orientam esse trabalho é o Avalia Acre, sistema estadual criado para monitorar a aprendizagem dos estudantes e apoiar a tomada de decisões pedagógicas. Em 2025, a avaliação alcançou os 22 municípios, envolvendo 270 escolas das redes estadual e municipais. Ao todo, participaram 24.322 estudantes dos 2º e 5º anos do ensino fundamental, que realizaram provas de língua portuguesa e matemática.

Os dados do Avalia Acre também servem de base para o Prêmio Alfabetiza Acre, iniciativa que reconhece municípios e gestores com melhores desempenhos e maiores avanços na alfabetização. A premiação busca valorizar boas práticas e incentivar que experiências bem-sucedidas sejam compartilhadas entre as redes públicas. Em maio, gestores municipais foram reconhecidos nas categorias Destaque Regional em Alfabetização, Maior Evolução nos Resultados de Alfabetização e Excelência em Alfabetização.

SEE entregou prêmio Alfabetiza Acre – Compromisso com a Educação, a gestores que alcançaram boas práticas na alfabetização de estudantes da rede pública. Foto: Mardilson Gomes/SEE
SEE entregou prêmio Alfabetiza Acre – Compromisso com a Educação, a gestores que alcançaram boas práticas na alfabetização de estudantes da rede pública. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Entre os municípios premiados, Feijó alcançou a maior porcentagem em proficiência em língua portuguesa, com 82%. Representante da SEE no município, Marinês Dantas afirmou que o resultado foi construído a partir do acompanhamento pedagógico e da parceria entre Estado e Município. “Esse prêmio representa um grande avanço no processo de alfabetização dos estudantes. Foi um trabalho que consolidamos a partir das diretrizes da SEE e dos processos formativos que chegaram aos estudantes por meio dos professores. Conseguimos corrigir as fragilidades e realizar o acompanhamento pedagógico dos estudantes para alcançar esse resultado”, disse.

Além do trabalho com as crianças, o governo mantém ações voltadas diretamente a jovens, adultos e idosos. Na Educação de Jovens e Adultos (EJA), a rede pública atende estudantes que retornam à sala de aula depois de anos longe da escola, muitos deles em busca de autonomia para ler documentos, assinar o próprio nome, acompanhar a vida escolar dos filhos e acessar novas oportunidades de trabalho e renda.

Na Escola João Paulo II, em Rio Branco, o programa mudou a rotina de estudantes como Raimundo de Oliveira, que voltou a estudar para realizar um desejo antigo: aprender a ler e escrever. Depois de poucos meses de aula, ele já reconhecia letras e palavras e via na alfabetização uma possibilidade concreta de mudança. “Agora já conheço as letras, já consigo até ler algumas palavras. Eu tenho esperança que vou aprender tudo”, contou.

Estudante Raimundo de Oliveira voltou aos estudos para ler a Bíblia. Foto: Mardilson Gomes/SEE
Estudante Raimundo de Oliveira voltou aos estudos para ler a Bíblia. Foto: Mardilson Gomes/SEE

No Acre, a política de alfabetização busca atuar no presente e no futuro, acolhendo quem não pôde estudar na idade certa e garantindo que as crianças de hoje concluam os primeiros anos escolares com as habilidades necessárias para seguir aprendendo. “O dado do IBGE mostra que o Acre ainda enfrenta um desafio histórico, mas também mostra que estamos avançando. A resposta do governo é fortalecer a alfabetização desde os primeiros anos e ampliar a EJA para quem não teve essa oportunidade no tempo adequado”, afirmou o secretário de Educação, Reginaldo Prates.

Com formação continuada, avaliação, apoio aos municípios, reconhecimento de boas práticas e fortalecimento da EJA, o Acre avança na consolidação de uma política de enfrentamento ao analfabetismo, assegurando que mais acreanos tenham acesso ao direito fundamental à leitura e à escrita.

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