
O governo do Estado, por meio da Secretaria Extraordinária dos Povos Indígenas do Acre (Sepi) participa da 16ª Reunião Anual da Força-Tarefa de Governadores sobre Clima e Florestas (GCF Task Force), realizada entre os dias 18 e 22 de maio, em Florencia, no Departamento de Caquetá, na Colômbia.
O encontro internacional reúne lideranças climáticas, governos subnacionais, povos indígenas, comunidades locais, sociedade civil e setor privado para discutir estratégias de enfrentamento às mudanças climáticas e proteção das florestas tropicais.
Com o tema “Nova economia florestal para ação climática: desenvolvimento territorial e inovação”, a edição deste ano busca fortalecer políticas públicas voltadas à preservação ambiental, restauração de áreas degradadas e geração de oportunidades sustentáveis para os povos da floresta.

A abertura oficial do evento contou com a presença do governador de Caquetá, Luis Francisco Aguilar, que defendeu a construção de uma nova economia florestal baseada em justiça social, inclusão dos povos indígenas e fortalecimento das comunidades locais.
“Não existe conservação sustentável sem justiça social e sem viabilidade econômica para aqueles que habitam o território”, declarou.

Representando o governo do Acre, a secretária dos Povos Indígenas, Francisca Arara, destacou a importância da participação indígena nos espaços de decisão sobre clima e conservação ambiental.
“Os povos indígenas têm um papel muito importante na proteção dos territórios e das florestas. É fundamental que estejamos incluídos nesses espaços de decisão e construção de políticas voltadas para o clima e para a proteção da Amazônia”, afirmou.

Também participaram das discussões representantes internacionais ligados à pauta climática e ambiental, entre elas Shannon Dilley, da Califórnia – EUA, que ressaltou a importância da inclusão indígena nas políticas climáticas globais.

O representante do México no Comitê Global de Povos Indígenas e Comunidades Locais, Gustavo Sánchez, também reforçou a importância da união entre governos e povos indígenas para enfrentar os desafios climáticos e proteger as florestas.

“Os povos indígenas e as comunidades locais são fundamentais para a proteção dos territórios e para a construção de soluções sustentáveis. Precisamos fortalecer cada vez mais essa aliança internacional em defesa das florestas e da vida”, destacou.
Comitê Global de Povos Indígenas e Comunidades Locais ganha destaque no encontro
Fazendo parte da agenda oficial do GCF Task Force, nesta segunda-feira, 18, a Reunião Técnica do Comitê Global de Povos Indígenas e Comunidades Locais se tornou espaço estratégico voltado ao fortalecimento da participação indígena dentro da governança climática internacional.

Criado a partir das articulações iniciadas no Acre entre os anos de 2016 e 2017, o Comitê Global surgiu após a Declaração de Rio Branco, assinada em 2014, e se consolidou como uma plataforma internacional de diálogo entre governos subnacionais, povos indígenas e comunidades locais.
Durante a reunião, o diretor de Projetos do Secretariado Global do GCF, Jason Gray, ressaltou o papel fundamental das populações tradicionais na preservação das florestas. “Acreditamos firmemente que os povos indígenas agem como guardiões da floresta”, afirmou.
Segundo informações apresentadas durante a reunião técnica, o Comitê Global tem como missão promover os princípios orientadores da colaboração entre governos e povos indígenas, ampliar a representação indígena nos fóruns de governança florestal e fortalecer alianças voltadas à redução do desmatamento e ao desenvolvimento sustentável.
A estrutura do comitê reúne representantes governamentais e lideranças indígenas do Brasil, Indonésia, México e Peru, além da participação da Califórnia e de organizações indígenas internacionais. Entre os temas debatidos nesta edição estão a inclusão de novos membros, como Colômbia, Equador e Bolívia, a institucionalização do comitê, mecanismos de financiamento e fortalecimento dos comitês regionais.
Durante sua participação, Francisca Arara destacou o papel estratégico do colegiado na aproximação entre governos e povos indígenas. “O papel do comitê é facilitar a comunicação entre os povos indígenas e o governo”, enfatizou a secretária.
Além de representantes da Sepi, também fazem parte da delegação acreana no evento a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e o Instituto de Mudanças Climáticas do Acre (IMC).

A programação da 16ª Reunião Anual do GCF Task Force segue ao longo da semana com painéis técnicos, articulações internacionais e debates sobre financiamento climático, governança territorial, bioeconomia e fortalecimento das políticas públicas voltadas à proteção da Amazônia e dos povos indígenas.
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