
Estudantes do Ensino Médio foram os idealizadores e pesquisadores da atividade pedagógica que está em sua segunda edição

FOTO: Eduardo Cavalcante/ Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar
A Escola Estadual (EE) Professor Rofran Belchior da Silva, localizada no bairro Tancredo Neves, zona leste de Manaus, promoveu a 2ª edição do projeto ‘Diversidade Indígena:Povos Originários e Etnias Indígenas’. Voltado para os estudantes de 1ª a 3ª série do Ensino Médio do Ensino Regular e Ensino de Jovens e Adultos (EJA), a atividade trouxe o protagonismo juvenil frente à luta das causas indígenas, a influência e a resistência cultural desses povos no estado do Amazonas.
Idealizada pelos estudantes do grêmio estudantil da unidade de ensino e orientada pelos professores das áreas de Ciências Humanas, o projeto tem como objetivo aproximar os estudantes da escola, dos saberes e cultura dos povos originários que habitam o estado.
As atividades ocorreram nos dias 13 e 14 de maio, em todos os turnos. Os alunos, por meio de cartazes, grafismos e apresentações na área de convivência da escola, representaram os povos Tukano, Desana, Tupinambá, Munduruku, dentre outros, exibindo aos colegas as tradições, as manifestações culturais, as histórias e as lutas dos povos representados.
“A ideia era montar algo que pudesse impactar, desmistificar e mostrar essas etnias e povos originários, com objetivo de acabar com os estereótipos que ainda existem”, completou o diretor escolar da EE Rolfran Belchior, José Cardoso.
Preparação
Antes da conclusão do projeto, os estudantes precisaram conhecer os povos indígenas. O professor de História e um dos orientadores, Sidney Aguiar, explicou que durante um mês, após o sorteio dos temas, os alunos vivenciaram o ambiente da pesquisa participando de oficinas conversando entre si e produzindo materiais, como roupas e cartazes.


“Estamos cumprindo nosso papel de historiadores, professores de Língua Portuguesa e Sociologia para que os alunos tenham noção de como é fazer pesquisa e como é colocar isso em prática na vida deles”, explicou o professor.
Membro do grêmio estudantil e uma das idealizadoras do projeto, a aluna Talita Almeida, 17 anos, da 3ª série do Médio, contou que a ideia também foi fruto de uma pesquisa dos participantes do grêmio. O intuito é trazer esse conhecimento obtido na pesquisa como experiência viva do que são as diferentes culturas desses povos, algo tão importante para a região.
“É uma experiência única que todos os alunos podem ter e sentir na pele. Uma cultura tão importante dos povos que formaram nossa sociedade”, explicou a aluna.
Resistência
A partir disso, foi elaborado um roteiro pré-escrito com o desenrolar de cada apresentação. No centro de convivência das escolas, os turnos matutino, vespertino e noturno trouxeram para as outras turmas e para os avaliadores a luta diária dos povos indígenas e como a manifestação cultural os ajuda no combate à opressão.