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Com monitoramento reforçado e sem registros da doença há mais de uma década, Acre mantém vigilância ativa contra hantavirose

Diante da confirmação de quatro casos de hantavirose em cidades da Bolívia localizadas na fronteira com a Argentina, o governo do Acre, por meio da...

Redação
Por: Redação Fonte: Secom Acre
13/05/2026 às 17h31
Com monitoramento reforçado e sem registros da doença há mais de uma década, Acre mantém vigilância ativa contra hantavirose
Foto: Reprodução/Secom Acre

Diante da confirmação de quatro casos de hantavirose em cidades da Bolívia localizadas na fronteira com a Argentina, o governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), e do Departamento de Vigilância em Saúde, reforçou nesta quarta-feira, 13, que o estado não registra casos confirmados da doença desde 2013 e mantém vigilância contínua para prevenção e monitoramento da enfermidade.

A intensificação do acompanhamento ocorre após alertas internacionais relacionados à circulação do hantavírus em alguns países da América do Sul. Segundo a Divisão de Vigilância Ambiental da Sesacre, os casos registrados em território boliviano ocorreram nas cidades de Bermejo, Yacuiba e Padcaya, regiões que fazem fronteira com a Argentina e não possuem ligação direta com o Acre.

Confira no mapa a localização das cidades. Foto: reprodução IA
Confira no mapa a localização das cidades. Foto: reprodução IA

A médica veterinária e técnica de referência do Núcleo de Zoonoses, Seleucia Wanderley da Nobrega Lira, explica que o estado acompanha permanentemente o cenário epidemiológico e atua em parceria com o Ministério da Saúde para manter medidas preventivas e estratégias de vigilância ativas.

“Não há registros de casos confirmados de hantavirose no Acre desde 2013. Ainda assim, seguimos monitorando continuamente qualquer situação suspeita e reforçando as orientações preventivas à população. O trabalho integrado permite uma resposta rápida diante de qualquer eventualidade”, destacou.

A hantavirose é uma zoonose viral aguda transmitida principalmente pelo contato indireto com secreções de roedores silvestres infectados. A infecção ocorre, na maioria das vezes, pela inalação de partículas presentes na urina, fezes ou saliva desses animais. Também podem ocorrer transmissões por contato dessas secreções com mucosas, pequenos ferimentos ou mordidas.

Na fase inicial, os sintomas podem se confundir com outras doenças virais e incluem febre, dores no corpo, dor de cabeça e desconfortos gastrointestinais. Em quadros mais graves, a doença pode evoluir para comprometimento respiratório, causando dificuldade para respirar, tosse seca e queda da pressão arterial.

A chefe da Divisão de Vigilância Ambiental da Sesacre, Eliane Alves Costa, reforça que a informação correta e as medidas preventivas são fundamentais para evitar alarmismo e proteger a população.

“É importante esclarecer que os casos confirmados na Bolívia não ocorreram em regiões de fronteira com o Acre. Mesmo assim, nossas equipes seguem em alerta e trabalhando na orientação preventiva, principalmente quanto ao controle de roedores e cuidados durante limpezas de áreas fechadas ou com acúmulo de sujeira”, afirmou.

Eliane Costa é chefe da Divisão de Vigilância Sanitária Ambiental da Sesacre. Foto: TiagoAraújo/Sesacre
Eliane Costa é chefe da Divisão de Vigilância Sanitária Ambiental da Sesacre. Foto: TiagoAraújo/Sesacre

A Sesacre orienta que, ao apresentar sintomas compatíveis com a doença, especialmente após contato com ambientes infestados por roedores, a população procure imediatamente uma unidade de saúde. O diagnóstico precoce e o atendimento oportuno são essenciais para reduzir complicações.

Entre as principais medidas de prevenção recomendadas pelas autoridades de saúde estão manter terrenos limpos, evitar acúmulo de entulhos, armazenar alimentos em recipientes fechados e realizar limpezas de galpões, depósitos e paióis utilizando métodos úmidos, evitando levantar poeira. Também é recomendado o uso de equipamentos de proteção, como luvas e calçados fechados, durante atividades em áreas com possível presença de roedores silvestres.

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