
As mudanças recentes no cenário partidário da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) foram o centro do pronunciamento do deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB), durante a sessão ordinária desta quarta-feira (08). O parlamentar chamou atenção para os efeitos da redução no número de partidos com representação na Casa e os reflexos diretos na organização dos trabalhos legislativos.
Ao abordar o tema, Edvaldo destacou que a Aleac contava anteriormente com 13 partidos representados, número que deve cair significativamente após as movimentações da janela partidária e a formação de federações. “Nós tínhamos 13 partidos com assento nesta Casa e agora passaremos a um número bem menor, praticamente reduzido pela metade. Isso muda completamente a dinâmica interna do parlamento”, afirmou.
O deputado também enfatizou o fortalecimento da federação formada por União Brasil e Progressistas, que passa a concentrar um número expressivo de parlamentares. Segundo ele, essa nova configuração exige atenção quanto ao equilíbrio das discussões e à organização dos espaços de fala. “Estamos diante de uma bancada numerosa, o que naturalmente traz implicações no tempo de fala e na condução dos debates em plenário”, pontuou.
Além disso, Edvaldo Magalhães alertou para os impactos diretos na composição das comissões permanentes da Casa, incluindo a distribuição de vagas, presidências e vice-presidências. “Essa reorganização vai exigir uma engenharia política entre as lideranças partidárias, para que possamos garantir o funcionamento adequado das comissões e, consequentemente, a tramitação das matérias”, explicou.
Por fim, o parlamentar defendeu diálogo entre os deputados para ajustar a nova realidade e evitar prejuízos ao andamento das votações. “Precisamos nos reunir, discutir e reorganizar a Casa para que o trabalho legislativo não seja comprometido e possamos seguir avançando nas pautas de interesse da população”, concluiu.
Texto: Andressa Oliveira
Foto: Sérgio Vale