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Avanços e investimentos transformam o atendimento aos usuários do SUS no Hospital Regional do Alto Acre

Próximo à linha que divide o território brasileiro do boliviano, no município acreano de Brasileia, está localizado o Hospital Regional do Alto Acr...

Redação
Por: Redação Fonte: Secom Acre
30/03/2026 às 09h06
Avanços e investimentos transformam o atendimento aos usuários do SUS no Hospital Regional do Alto Acre
Foto: Reprodução/Secom Acre

Próximo à linha que divide o território brasileiro do boliviano, no município acreano de Brasileia, está localizado o Hospital Regional do Alto Acre. A unidade atende não apenas a população local, mas também moradores de cidades vizinhas como Epitaciolândia, Assis Brasil e Xapuri, além de receber cidadãos da Bolívia que procuram no Brasil um atendimento rápido e eficaz. Diariamente, cerca de 300 pessoas são atendidas pela equipe de servidores.

Hospital é referência em atendimento médico na região do Alto Acre. Foto: Jean Lopes/Seinfra
Hospital é referência em atendimento médico na região do Alto Acre. Foto: Jean Lopes/Seinfra

Gerido pelo governo do Acre, por meio da Secretaria de Saúde (Sesacre), o hospital recebeu, desde 2019, investimentos históricos. Atualmente, a unidade se consolidou como uma das principais referências da rede pública de saúde na região, oferecendo serviços que vão desde atendimento clínico geral até a realização de cirurgias eletivas aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

A estrutura física também foi ampliada e hoje conta com enfermarias, maternidade, salas de exames e ambulatório, entre outros espaços destinados à assistência. Antes da primeira gestão de Gladson Camelí, apenas 40% do espaço físico da unidade estava em funcionamento. Desde então, o número de leitos quase triplicou, passando de 35 leitos de enfermaria para cem.

Hospital é uma das unidades públicas de saúde mais completas do estado. Foto: Alice Leão/Secom
Hospital é uma das unidades públicas de saúde mais completas do estado. Foto: Alice Leão/Secom

Segundo o gerente-geral do hospital, Janildo Bezerra, o número de profissionais que atuam na unidade também foi dobrado, incluindo enfermeiros, técnicos de enfermagem e médicos. Para o gestor, esse reforço na equipe facilita a garantia do bem-estar dos pacientes e dá mais celeridade aos atendimentos, que, com os avanços, podem ser realizados mais perto de casa.

“Para os mais humildes, é difícil chegar à Fundação Hospitalar, em Rio Branco, porque fica mais distante de suas casas. E aqui conseguimos atender essas pessoas, oferecendo um atendimento mais rápido e humanizado. Assim, a população praticamente não precisa sair de casa, pois o atendimento fica bem próximo do seu município de residência”, afirma Bezerra.

Janildo Bezerra é gerente-geral da unidade e destaca avanços dos últimos 7 anos. Foto: Alice Leão/Secom
Janildo Bezerra é gerente-geral da unidade e destaca avanços dos últimos 7 anos. Foto: Alice Leão/Secom

A limpeza da unidade também é tratada como uma das principais prioridades da gestão. Atualmente, cerca de cem profissionais atuam exclusivamente nos serviços de higienização do hospital, número quase dez vezes maior do que o registrado antes de 2019. “Além de contribuir para a manutenção de um ambiente mais seguro e adequado para pacientes e servidores, a ampliação da equipe também fortalece a geração de empregos aqui no município de Brasileia”, reforça o gerente-geral.

Saúde mais perto

Levar a saúde para mais perto das pessoas é uma das bandeiras do governo estadual. Graças a iniciativas como o programa Agora Tem Especialistas, Lúcia Maria Maia, de 47 anos, conseguiu se consultar com uma ginecologista e descobriu a necessidade de realizar uma histerectomia total. Com o diagnóstico e o encaminhamento para o procedimento, a paciente teve a oportunidade de recuperar a qualidade de vida, viver sem dores, e iniciar uma nova fase com mais dignidade.

Carreta do Agora Tem Especialistas vai com frequência à unidade. Foto: Tiago Araújo/Sesacre
Carreta do Agora Tem Especialistas vai com frequência à unidade. Foto: Tiago Araújo/Sesacre

Lúcia conta que sofria com sangramentos constantes e que, com o tempo, havia aprendido a conviver com as dores, mas a cirurgia representou um novo momento em sua vida. Após retornar ao médico para uma nova avaliação, poderá voltar para casa revitalizada, sabendo que tudo correu bem e que não precisará mais conviver com os desconfortos.

“Foi um processo muito rápido, não tenho do que reclamar. Estou me sentindo outra mulher. Cheguei nervosa, achava que ia morrer, e hoje estou renovada, sem dores. A cirurgia foi perfeita. Vim para o retorno e vou voltar para casa sem precisar de nenhum remédio. Todos aqui me atenderam muito bem. Foi maravilhoso”, aprova.

“Não tenho do que reclamar”, afirma Lúcia Maia. Foto: Alice Leão/Secom
“Não tenho do que reclamar”, afirma Lúcia Maia. Foto: Alice Leão/Secom

A regionalização da saúde, fortalecida pelo governo do Estado, tem proporcionado momentos como esse a milhares de acreanos todos os dias. A Sesacre, em parceria com o Ministério da Saúde, as secretarias municipais e a Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre) vêm transformando a realidade da saúde pública nos 22 municípios do Acre.

O governador Gladson Camelí afirmou que o processo de regionalização do hospital está concluído garantindo que serviços que eram são oferecidos na capital também sejam disponibilizados na região. “Trabalhamos para que as pessoas não precisem mais se deslocar do interior para a capital para fazer exames ou outros tipos de necessidade. Esse é o meu compromisso, cuidar das pessoas”.

Governador reafirmou o compromisso do Estado em cuidar das pessoas. Foto: Cleiton Lopes/Secom
Governador reafirmou o compromisso do Estado em cuidar das pessoas. Foto: Cleiton Lopes/Secom

Um dos grandes destaques da gestão estadual é o programa Opera Acre, responsável por realizar cirurgias eletivas de baixa e média complexidade em centenas de cidadãos todos os dias. Atuando como braços da Fundhacre, os hospitais distribuídos pelo território recebem cirurgiões de diversas especialidades e contribuem para transformar a realidade de pacientes que aguardavam por procedimentos na rede pública de saúde.

Zerar as filas de espera é um dos principais objetivos do Opera Acre e, em Brasileia, essa meta vem sendo alcançada a cada mutirão realizado no Hospital Regional do Alto Acre, chegando a cem operações mensais. Com procedimentos que vão da ginecologia a cirurgias de joelho, o longo tempo de espera deixa de ser uma realidade para pacientes que, antes, passavam anos em busca de tratamento médico na rede pública.

Opera Acre contempla população com saúde de qualidade. Foto: Marcos Santos/Secom
Opera Acre contempla população com saúde de qualidade. Foto: Marcos Santos/Secom

Lídio Ferreira, de 72 anos, morador de Xapuri, precisou passar por uma cirurgia para a retirada de uma hérnia. Do atendimento inicial ao pré-operatório, todo o processo se deu de forma rápida, conforme relata o aposentado.

“Para nós, é mais fácil ter esses serviços aqui, porque fica mais perto de casa. Assim, gastamos menos e não precisamos nos deslocar tanto, algo que muitas vezes é difícil para quem não tem muitas condições. Eu agradeço muito ao governo pelo que ele tem feito por nós”, frisa Ferreira.

Lídio Ferreira agradece ao governo pelos investimentos. Foto: Alice Leão/Secom
Lídio Ferreira agradece ao governo pelos investimentos. Foto: Alice Leão/Secom

Hemonúcleo

Presente no município há duas décadas, o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Acre (Hemoacre) ganhou uma nova estrutura em Brasileia, inaugurada e reestruturada em 2 de abril de 2025. Agora instalado na unidade, o núcleo conta com um espaço mais amplo e confortável para receber os doadores, fortalecendo a coleta e os estoques de sangue, que abastecem não apenas a região do Alto Acre, mas também outras localidades do estado.

A inauguração marcou um novo momento para os doadores de Brasileia, Epitaciolândia, Xapuri e Assis Brasil. Com a ampliação do serviço, a unidade passou a permitir que mais pessoas realizem a doação simultaneamente, garantindo maior agilidade no atendimento e ampliando a diversidade de tipagens sanguíneas disponíveis em estoque.

Hemonúcleo de Brasileia abastace até mesmo a capital com bolsas de sangue. Foto: Alice Leão/Secom
Hemonúcleo de Brasileia abastace até mesmo a capital com bolsas de sangue. Foto: Alice Leão/Secom

A unidade atende não apenas os municípios da região, mas também outras cidades do estado, incluindo a capital, Rio Branco, quando necessário. O serviço exerce papel essencial para garantir que os hospitais da região mantenham estoques adequados de sangue, assegurando o atendimento em casos de emergência e em tratamentos que dependem de transfusões.

“O doador voluntário vem, faz a sua doação e a gente atende aqui os quatro municípios, e também consegue ajudar todo o Hemoacre, que distribui esse sangue em Rio Branco e outras cidades. A cada semana, mandamos um quantitativo de bolsas para a capital”, relata a gerente-geral do Hemonúcleo do Alto Acre, Francisca das Chagas Oliveira.

Antes e depois da pandemia

O período mais crítico enfrentado pela saúde pública em todo o mundo nas últimas décadas foi a pandemia de covid-19, e o Hospital Regional do Alto Acre também precisou se adaptar rapidamente a esse cenário. Mesmo diante da pressão, a unidade conseguiu manter o atendimento à população, garantindo assistência aos pacientes afetados pelo vírus e reforçando a estrutura hospitalar para enfrentar a emergência.

Atualmente, unidade conta com 100 leitos de enfermaria. Foto: Alice Leão/Secom
Atualmente, unidade conta com 100 leitos de enfermaria. Foto: Alice Leão/Secom

Durante esse período, a atuação do governo do Estado foi decisiva. Sob a liderança do governador Gladson Camelí, diversas medidas foram adotadas para fortalecer a rede pública de saúde. Entre os avanços implementados no hospital está a implantação de uma usina de oxigênio própria. Com a estrutura, a unidade passou a contar com maior autonomia no abastecimento de oxigênio medicinal, garantindo suporte adequado aos pacientes com complicações respiratórias e evitando a falta de cilindros durante um dos momentos mais intensos da crise sanitária.

Equipamento de tomografia é um dos mais completos e tecnológicos da atualidade. Foto: Alice Leão/Secom
Equipamento de tomografia é um dos mais completos e tecnológicos da atualidade. Foto: Alice Leão/Secom

Desde a pandemia, o hospital também passou a contar com uma estrutura mais completa para a realização de exames. A unidade foi equipada com aparelhos de raio-X, tomografia, ultrassonografia e analisador bioquímico, ampliando a capacidade de diagnóstico e garantindo mais agilidade no atendimento aos pacientes.

De acordo com a coordenadora regional de saúde, Danielli Carvalho, esse reforço na estrutura contribuiu significativamente para facilitar e qualificar os atendimentos: “Estamos em busca de melhorar a cada dia mais, e a atual gestão sempre foi muito humana. Tudo isso é muito importante, porque uma das coisas que vemos é a acessibilidade, de levar uma saúde de qualidade até o paciente. Desde que entramos, a unidade evoluiu bastante”.

Coordenadora de saúde da regional, Danielli Carvalho ressalta: “Avanços históricos”. Foto: Alice Leão/Secom
Coordenadora de saúde da regional, Danielli Carvalho ressalta: “Avanços históricos”. Foto: Alice Leão/Secom

“Melhorar a cada dia mais”

Servidor mais antigo em atividade na unidade, Armando Pereira, de 73 anos, carrega mais de meio século dedicado ao serviço público. Auxiliar de enfermagem desde 8 de outubro de 1972, soma 53 anos de atuação, acompanhando de perto a evolução da saúde na região.

Com a experiência de quem presenciou diferentes fases do hospital, o servidor observa as transformações e melhorias que marcaram o atendimento e a estrutura da unidade ao longo das décadas. “O meu desejo é que melhore cada vez mais, independentemente do tempo. A nossa prioridade é o paciente. Eu gostaria que todo mundo soubesse que o paciente é o nosso patrão. Sem ele, não estaríamos aqui”, observa.

Trabalhando no sistema público de saúde há mais de 5 décadas, Armando Pereira enfatiza: “Eu gostaria que todo mundo soubesse que o paciente é o nosso patrão”. Foto: Alice Leão/Secom
Trabalhando no sistema público de saúde há mais de 5 décadas, Armando Pereira enfatiza: “Eu gostaria que todo mundo soubesse que o paciente é o nosso patrão”. Foto: Alice Leão/Secom

Atualmente responsável pelo almoxarifado, Armando Pereira afirma que ainda deseja ver a unidade avançar cada vez mais. Para o servidor, não há preço em presenciar pacientes deixando o hospital curados e felizes, especialmente por poderem receber atendimento perto de casa.

“Desde que Gladson implementou essas cirurgias no interior, isso foi um grande avanço. As pessoas chegam aqui e, no outro dia, já estão em casa. Vamos seguindo, trabalhando juntos em prol da população. Enquanto Deus e a direção não me proibirem, vou continuar”, completa.

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