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Atualização e credenciamento de Agentes Ambientais Voluntários fortalecem atuação comunitária na RDS Puranga Conquista

Programação realizada na comunidade Bela Vista do Jaraqui, em Manaus, reúne moradores para capacitação em educação ambiental...

Redação
Por: Redação Fonte: Agência Amazonas
23/03/2026 às 11h00
Atualização e credenciamento de Agentes Ambientais Voluntários fortalecem atuação comunitária na RDS Puranga Conquista
Foto: Reprodução/Agência Amazonas

Programação realizada na comunidade Bela Vista do Jaraqui, em Manaus, reúne moradores para capacitação em educação ambiental

Foto: Reprodução/Agência Amazonas
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Fotos: Noir Miranda/Sema

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amazonas (Sema) realizou uma agenda de atualização e credenciamento de Agentes Ambientais Voluntários (AAVs), na comunidade Bela Vista do Jaraqui, em Manaus, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Puranga Conquista.

A programação, ocorrida entre os dias 20 e 22 de março, credenciou 16 representantes das comunidades Bela Vista do Jaraqui, São Francisco do Chita, Barreirinha e Tatulândia, A atividade foi conduzida por técnicos da Sema e contou com o apoio da Associação de Povos e Comunidades Tradicionais (APCT) da RDS Puranga Conquista.

“Os agentes ambientais voluntários exercem um papel fundamental dentro da Unidade de Conservação (UC), pois eles, dentro da comunidade, têm esse papel de levar a educação ambiental e as orientações de quais são as regras que têm que ser respeitadas dentro da unidade”, explica a gestora da unidade, Shayene Rossi.

Foto: Reprodução/Agência Amazonas
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Foto: Noir Miranda/Sema

Agentes Ambientais Voluntários

Os AAV são moradores das Unidades de Conservação que colaboram com diversas ações de proteção, monitoramento e sensibilização ambiental nos territórios onde vivem. A atuação ocorre de forma voluntária e articulada com a gestão das unidades, fortalecendo o diálogo entre o poder público e as comunidades locais.

Durante a programação, os participantes passam por uma atualização de conhecimentos sobre temas ambientais, incluindo conceitos ecológicos e legais, ordenamento pesqueiro, legislações ambientais, funcionamento das UC e o papel dos Agentes Ambientais Voluntários, além de discussões sobre educomunicação como estratégia de atuação comunitária.

“O AAV é importante no processo educativo, principalmente na disseminação de iniciativas onde a pessoa vai trabalhar de forma coletiva, pensando no bem comum de todos e também nas futuras gerações. O programa vem nessa vertente de trabalhar a educação ambiental, numa perspectiva de melhoria de qualidade de vida, não só para o comunitário, mas ele também pensa na coletividade”, destacou a assessora do Departamento de Mudanças Climáticas e Unidades de Conservação (Demuc), Edilene Neri, responsável pelas atividades de educação ambiental.

Foto: Reprodução/Agência Amazonas
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Foto: Noir Miranda/Sema

Como parte do processo, os participantes recebem fardamento composto por bolsa personalizada, camisa de identificação e chapéu, além da carteira e certificado de Agente Ambiental Voluntário, que formalizam a atuação dentro da unidade.

História e legado

A atuação dos agentes acontece diretamente nas comunidades, e é um trabalho que vem sendo construído ao longo dos anos dentro da reserva. Morador da unidade e atual presidente da Associação de Povos e Comunidades Tradicionais (APCT), Raimundo Leite acompanhou as mudanças desde a criação da RDS e participou das primeiras formações do programa.

“Ali no início eu achava que era uma coisa só mesmo de divertimento, aleatória, mas eu fui entendendo depois que era um processo educativo ambiental, com características de formação de liderança no decorrer do tempo. E também senti o peso da responsabilidade de usar esse nome e de botar uma farda, e o comprometimento que eu tinha que ter com as comunidades, com o meu espaço e o meio ambiente”, relatou.

Foto: Reprodução/Agência Amazonas
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Foto: Noir Miranda/Sema

Ao longo desse processo, a atuação dele como agente ambiental também contribuiu para posicioná-lo como comunitário e protetor do meio ambiente, conhecendo as leis, conceitos ambientais e o seu próprio entorno.

“Sinto muito orgulho em ser Agente Ambiental Voluntário, um dos primeiros da Puranga Conquista, um pioneiro. Você vê, eu comecei lá atrás, e hoje tenho uma filha de 19 anos participando do programa, para mim isso é motivo de muito orgulho. Ela vai, com certeza, ser a próxima liderança ou a pessoa que vai levar essa bandeira daqui para frente. Porque a gente está nessa pegada há um bom tempo, e o trabalho do Agente Ambiental Voluntário é isso, é ser multiplicador”, afirma.

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Fotos: Noir Miranda/Sema

A experiência começa a se refletir na nova geração. Lisândra Leite, filha de Raimundo, participou do processo de capacitação e credenciamento, e agora integra o grupo de agentes da reserva, dando continuidade ao trabalho iniciado dentro da própria família.

“Quando eu tinha 16 anos, eu achei muito interessante o envolvimento para proteger a nossa floresta. Sempre tive isso porque meus pais sempre tiveram esse interesse em ensinar a gente a proteger o que é nosso, nosso território. E aí, eu, com essa curiosidade, fui nas capacitações. Agora, em 2026, recebemos o credenciamento, e eu estou muito feliz com isso, de participar desse momento, de me tornar uma protetora da natureza”, disse.

Foto: Reprodução/Agência Amazonas
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Foto: Noir Miranda/Sema

Como nova multiplicadora do conhecimento ambiental dentro de sua Unidade de Conservação, Lisândra espera ver a participação jovem aumentar. “É muito difícil você ver um jovem daqui saber o local que a gente mora, como preservar, o que fazer, é bastante difícil. Eu quero deixar um legado porque eu sou a mais nova e eu consegui, então todos podem conseguir”, completou.

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