
Gestores da região se reúnem para alinhar estratégias de vigilância e resposta rápida a eventos que podem impactar a saúde da população

FOTO: Tiago Corrêa / Secom
O fortalecimento da vigilância em saúde e da preparação para emergências sanitárias esteve no centro da reunião presencial sobre a Autoavaliação das Capacidades de Prevenção, Preparação, Vigilância e Resposta às Emergências em Saúde Pública (PPVR-ESP), realizada nesta segunda-feira (16/03), na sede do Governo do Amazonas, em Manaus.
A agenda integra um processo nacional coordenado pela Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde e reuniu gestores estaduais da região Norte para discutir a aplicação da ferramenta SPAR-BR Estadual, instrumento utilizado para monitorar e aprimorar as capacidades de resposta às emergências em saúde pública no país.
De acordo com a coordenadora-geral do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da SVSA, Priscilleyne Reis, o Amazonas sedia a primeira reunião das oficinas estaduais do SPAR no Brasil, dando início a um ciclo de encontros que será realizado nas cinco regiões do país.

FOTO: Tiago Corrêa / Secom
“A reunião tem grande importância para avaliar as capacidades dos estados no cumprimento das metas e dos indicadores previstos no Regulamento Sanitário Internacional”, explicou.
Para a diretora-presidente da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), Tatyana Amorim, iniciativas como essa contribuem para fortalecer a organização do sistema de saúde diante de cenários inesperados.
“Ferramentas como a SPAR-BR permitem que os estados realizem uma análise qualificada da capacidade de preparação, vigilância e resposta, além de identificar oportunidades de avanço. Esse movimento fortalece a preparação para emergências e amplia a integração no setor saúde e entre diferentes instituições, para além da própria estrutura do sistema de saúde. No Amazonas, seguimos promovendo estratégias que tornam a resposta em saúde pública cada vez mais ágil, articulada e baseada em evidências”, avaliou.
Já o consultor da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Rodrigo Frutuoso, destacou que a oficina fortalece a adoção do instrumento de autoavaliação das capacidades de vigilância em saúde pelos estados.
“O processo, iniciado na Região Norte e que seguirá para outras regiões do país, permitirá avaliar e aprimorar a capacidade de detecção, monitoramento e resposta a emergências de saúde pública, beneficiando estados, municípios e, principalmente, a população”, ressaltou.

FOTO: Tiago Corrêa / Secom
Debates e articulação regional
Ao longo da programação, especialistas apresentaram o Regulamento Sanitário Internacional (RSI 2005) e detalharam a metodologia da ferramenta SPAR-BR, que permite avaliar indicadores estratégicos relacionados à prevenção, vigilância e resposta a eventos que podem representar riscos à saúde pública.
Além das apresentações técnicas, o encontro também abriu espaço para debates sobre as responsabilidades das secretarias estaduais, a definição de pontos focais e a pactuação de prazos para a aplicação da ferramenta.
Nesse contexto, o assessor técnico do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Fernando Avendanho, destacou que o órgão apoia o Ministério da Saúde na implantação da ferramenta SPAR, instrumento da Organização Mundial da Saúde utilizado pelos países membros para avaliar capacidades em saúde pública. “A oficina realizada no Amazonas, com a participação de estados da Região Norte, marca o início desse processo, que deverá ser levado às demais regiões do país”, reforçou.
A reunião contou com representantes dos estados do Amazonas, Pará, Acre, Rondônia, Tocantins, Amapá e Roraima, além de instituições parceiras, como o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), o Ministério da Saúde, a Superintendência Regional do Ministério da Saúde no Amazonas e a Organização Pan-Americana da Saúde.
Dessa forma, o encontro reforça a importância da cooperação entre os diferentes níveis do Sistema Único de Saúde (SUS), estratégia fundamental para ampliar a vigilância, qualificar o monitoramento de riscos e fortalecer a capacidade de resposta diante de emergências sanitárias.