
A pesca será realizada nos lagos Preto, Tigre e Itaúba, com acompanhamento técnico do Ipaam e do Instituto Mamirauá


O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) expediu, nesta sexta-feira (13/03), autorização para que a Colônia de Pescadores Z-32, do município de Maraã (a 634 km de Manaus), realize a pesca manejada de 15 mil larvas e alevinos de aruanã branco (Osteoglossum bicirrhosum), fases iniciais de desenvolvimento da espécie, destinados à cadeia de peixes ornamentais no estado. A comunidade fica localizada dentro da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (RDS Mamirauá), unidade de conservação no Médio Solimões.
A pesca será realizada nos lagos Preto, Tigre e Itaúba, áreas autorizadas para o manejo da espécie dentro da reserva. A ação será monitorada por analistas ambientais da Gerência de Controle de Pesca (GECP) do Ipaam, que verificam o cumprimento das condições estabelecidas na autorização e acompanham a atividade durante o período de manejo.
A atividade também conta com assistência técnica do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, responsável por acompanhar as ações de manejo junto aos pescadores da região.
De acordo com o diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, a autorização fortalece a economia local ao mesmo tempo em que assegura a conservação dos recursos naturais. “Esta autorização representa um passo importante para fortalecer a economia local e consolidar práticas de pesca sustentáveis na região da reserva. O objetivo é que os pescadores possam trabalhar de forma legal e responsável, preservando as espécies e os recursos naturais do Amazonas”, afirmou o gestor.
Segundo o responsável pela GECP do Ipaam, Gelson Batista, o acompanhamento técnico é fundamental para assegurar a regularidade da atividade. “A iniciativa valoriza o trabalho dos pescadores, enquanto o acompanhamento técnico do Ipaam assegura que a pesca seja realizada conforme as condições estabelecidas na autorização”, destacou.

FOTO: Divulgação/Instituto Mamirauá e Henrique Almeida/Ipaam
A analista de pesquisa e desenvolvimento do Instituto Mamirauá, Brenda Meireles, ressaltou que o manejo do aruanã branco na região é resultado de anos de pesquisa e parceria institucional. “Esse projeto conta com mais de 15 anos de pesquisa e, desde 2024, o Instituto Mamirauá recebe autorização do Ipaam para prestar assessoria técnica à Colônia de Pescadores Z-32, em Maraã. Agora consolidamos esse trabalho conjunto para viabilizar a pesca manejada de 15 mil larvas de aruanã”, destacou.
Condicionantes
A autorização do Ipaam também estabelece condicionantes para a realização da pesca manejada, incluindo o limite máximo de captura de 15 mil larvas e alevinos de aruanã branco, a coleta apenas nos lagos Preto, Tigre e Itaúba, dentro da RDS Mamirauá, e o acompanhamento técnico durante todo o período de manejo.
O documento também prevê o registro das capturas realizadas pela comunidade, o cumprimento do plano de manejo da atividade e a observância das normas ambientais vigentes.