
A Secretaria Municipal de Saúde de Lucas do Rio Verde iniciou na manhã desta quarta-feira (04), a instalação de uma nova estratégia no combate ao mosquito Aedes aegypti, a ovitrampa.
O equipamento tem como objetivo identificar áreas com maior nível de infestação e a partir do resultado, planejar ações mais pontuais e eficazes no combate ao mosquito transmissor da dengue, Zika e Chikungunya.
Segundo a coordenadora do Laboratório de Entomologia Simone Caetano, inicialmente, serão instaladas 30 armadilhas, nos bairros com maior índice de infestação do mosquito, Vida Nova, Jardim Amazônia, Pioneiro e Bandeirantes.
A ovitrampa é uma armadilha utilizada para atrair a fêmea, incentivando o mosquito a depositar os ovos em um recipiente, que será instalado e recolhido pela equipe de combate a endemias após cinco dias.
“É uma ação simples, mas com um bom resultado. Além de mapear as áreas, com maior índice de infestação, a estratégia também elimina os ovos depositados, evitando a proliferação do mosquito”, explicou a coordenadora.
Na última semana, a equipe de combate a endemias recebeu uma capacitação dos agentes de Sorriso. O município implantou o sistema há quase um ano, com resultados positivos.
A supervisora da Vigilância em Saúde de Lucas do Rio Verde, Cláudia Engelmann, ressaltou a importância da população, recebendo os agentes, permitindo a instalação da armadilha e depois o recolhimento.
Em todo o município, serão instalados 260 ovitrampas, em um trabalho que será realizado de forma gradativa. A estratégia não substitui a participação da comunidade, eliminando os criadouros do mosquito.
“Além do trabalho do agente, indo de casa em casa, nós teremos mais essa estratégia e a população continua sendo o nosso grande parceiro. A ovitrampa vem para nos auxiliar, a identificar as áreas com maior risco e focar as ações de eliminação do mosquito”, finalizou a supervisora.
Como funciona a ovitrampa?