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Megaleilões marcam novo ciclo de expansão dos portos brasileiros

Entre 2023 e 2025, quatro projetos com investimentos acima de R$ 1 bilhão reforçaram a infraestrutura, ampliaram acessos e elevaram a competitivida...

Redação
Por: Redação Fonte: Ministério dos Portos e Aeroportos
02/03/2026 às 17h25
Megaleilões marcam novo ciclo de expansão dos portos brasileiros
No Porto de Paranaguá, foram leiloados no mesmo dia três terminais que obtiveram mais de R$ 850 milhões em valor de outorga - Foto: Claudio Neves

Nos últimos três anos, o Brasil consolidou um novo ciclo de megaleilões no setor portuário. Dos 26 leilões realizados no período, que somaram mais de R$ 15 bilhões em investimentos contratados, quatro projetos se destacam por superarem a marca de R$ 1 bilhão cada. Juntos, o ITG02, no Porto de Itaguaí (RJ), o Túnel Santos-Guarujá, o canal de acesso de Paranaguá e três terminais do Porto de Paranaguá concentram R$ 12 bilhões.

Os projetos, distribuídos entre as regiões Sul e Sudeste, evidenciam a prioridade estratégica do Governo Federal que, por meio do Ministério de Portos e Aeroportos, revê gargalos históricos, integra modais e promove a relação porto-cidade. São iniciativas que combinam inovação regulatória, novos modelos de concessão e que têm grande impacto regional.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o governo tem colocado a infraestrutura no centro da agenda de desenvolvimento do país. “Os leilões portuários fazem parte dessa construção, estamos estruturando projetos sólidos, com segurança jurídica e previsibilidade, para atrair investimentos e fortalecer a logística nacional. Cada contrato firmado representa mais emprego, mais competitividade e mais oportunidades para as regiões brasileiras”, destaca.

Já para o secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, esses leilões representam uma mudança estrutural na forma como o Brasil planeja e executa sua infraestrutura portuária. “Esses leilões consolidam um planejamento de longo prazo para o setor portuário brasileiro. Estamos estruturando projetos que ampliam capacidade, modernizam a infraestrutura e incorporam novos modelos de gestão, com foco em eficiência operacional e previsibilidade regulatória. É uma agenda que fortalece a integração logística e eleva o padrão dos portos brasileiros”, afirma.

Mega Leilões
Mega Leilões

Porto de Itaguaí (RJ)

Primeiro leilão do ciclo a ultrapassar R$ 1 bilhão, o ITG02 prevê cerca de R$ 3,5 bilhões em investimentos ao longo de 35 anos de contrato. Arrendado pela Cedro Participações, o terminal ocupará área de 348,9 mil m² e terá capacidade estimada de 20 milhões de toneladas anuais.

O projeto consolida o Porto de Itaguaí como polo estratégico para exportação de minério de ferro. Durante a implantação, a estimativa é de 2.800 empregos indiretos, além de aproximadamente 2.000 postos diretos e indiretos na fase operacional.

Túnel Santos-Guarujá – Porto de Santos (SP)

Maior obra de infraestrutura do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), o Túnel Santos-Guarujá recebeu R$ 6,8 bilhões em investimentos, em um modelo de parceria entre Governo Federal e Estado de São Paulo. O projeto será executado pela empresa portuguesa Mota-Engil.

Primeiro túnel imerso da América Latina, a estrutura reduzirá o tempo de travessia entre Santos e Guarujá de 50 para cinco minutos. Com seis faixas de tráfego, ciclovia, passagem para pedestres e espaço para VLT, a obra impactará diretamente mais de 720 mil pessoas e deve gerar cerca de 9 mil empregos diretos e indiretos. Além da mobilidade urbana, a iniciativa fortalece a eficiência logística do maior porto da América Latina.

Canal de Acesso ao Porto de Paranaguá (PR)

A concessão do canal de acesso inaugurou um novo modelo de gestão da infraestrutura aquaviária no país. Realizado em outubro de 2025, o leilão prevê R$ 1,23 bilhão em investimentos ao longo de 25 anos. Sendo a primeira concessão de canal de acesso público do país, o projeto inclui dragagem e aumento do calado de 13,5m para 15,5m, permitindo a entrada de navios maiores, ampliando a capacidade operacional e fortalecendo o escoamento da produção nacional.

O contrato abrange dragagens periódicas, manutenção contínua, sinalização náutica e gestão integrada do tráfego aquaviário. O modelo garante previsibilidade operacional, maior segurança da navegação e aumento da capacidade para navios de maior porte. A experiência abre caminho para projetos semelhantes nos portos de Itajaí, Santos e nos do Rio Grande do Sul (Rio Grande, Porto Alegre e Pelotas), bem como em terminais administrados pela Codeba.

Terminais do Porto de Paranaguá (PR)

No Porto de Paranaguá, além do PAR14, com R$ 1,01 bilhão em investimentos, é necessário destacar os leilões dos terminais PAR15 e PAR25, realizados no mesmo dia. Os lances para as três áreas atingiram R$ 855 milhões, valores de outorga nunca antes alcançados em um único bloco de leilões. A realização conjunta dos três certames consolidou um pacote integrado de expansão da capacidade de movimentação de granéis sólidos vegetais e reforça o protagonismo do porto no escoamento da produção agrícola nacional.

Arrematado pela BTG Pactual Commodities Sertrading, o PAR14, com investimentos de R$ 1,01 bilhão, reúne áreas já operacionais e espaço greenfield para expansão. Do total, R$ 529 milhões serão aplicados na implantação do empreendimento de 82,4 mil m², e R$ 477 milhões na construção da primeira fase do Píer em “T”, que permitirá a implantação de quatro novos berços. O projeto também prevê modernização do sistema de recepção rodoviária, com novas balanças e tombadores, além da integração ao Moegão, obra estratégica que conectará 11 terminais e ampliará a capacidade ferroviária.

A estimativa é de geração de mais de 1,6 mil empregos diretos e 3,4 mil indiretos, fortalecendo a economia do litoral paranaense e ampliando a eficiência do complexo portuário.

O PAR15, com 43,3 mil m² e capacidade para movimentar cerca de 4 milhões de toneladas por ano, receberá investimentos previstos de R$ 604,17 milhões, sendo R$ 293 milhões aplicados na implantação do empreendimento e R$ 311 milhões na construção da primeira fase do Píer em “T”. A Cargill Brasil foi a vencedora do certame e a obra deve gerar cerca de 180 empregos diretos em operação.

Já o PAR25 obteve previsão de R$ 565,09 milhões, sendo R$ 233 milhões aplicados na implantação do empreendimento e R$ 331 milhões na construção do Píer em “T”. O Consórcio ALDC (Louis Dreyfus Company e Amaggi) foi o vencedor. O terminal contribuirá para a expansão da infraestrutura logística e para a regularização de áreas operacionais, ampliando o potencial de escoamento da safra pelo porto.

Assessoria Especial de Comunicação Social

Ministério de Portos e Aeroportos

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