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Missa dos 305 anos no Coxipó do Ouro abre caminho para celebração ampliada em 2027

A missa que marcou os 305 anos da primeira celebração em solo mato-grossense, realizada no último sábado (21), na Igreja de Nossa Senhora do Rosári...

Redação
Por: Redação Fonte: Prefeitura de Cuiabá - MT
23/02/2026 às 15h07
Missa dos 305 anos no Coxipó do Ouro abre caminho para celebração ampliada em 2027
Crédito: Francinei Marans

A missa que marcou os 305 anos da primeira celebração em solo mato-grossense, realizada no último sábado (21), na Igreja de Nossa Senhora do Rosário, no Coxipó do Ouro, pode ter sido também o ponto de partida para um projeto ainda maior.

Durante a homilia e reforçando a ideia ao final da celebração, o padre Raul Felipe da Cruz Berto sugeriu, em tom espontâneo e descontraído, a possibilidade de uma comemoração mais ampla em 2027, quando serão celebrados os 306 anos da primeira missa realizada em 21 de fevereiro de 1721, marco da presença católica na região hoje conhecida como Coxipó do Ouro, em Cuiabá.

A proposta não surgiu como anúncio formal, mas como um desejo lançado à comunidade e às lideranças religiosas. "Quem sabe, no próximo ano, possamos celebrar ainda maior, com mais padres, quem sabe com os bispos do regional. Temos tempo para sonhar e organizar", afirmou o sacerdote, destacando que a ideia pode amadurecer ao longo dos próximos meses.

Continuidade de um marco histórico

A celebração deste ano relembrou os 305 anos da primeira missa celebrada pelo padre Jerônimo Botelho, em um território ainda em formação, antes mesmo da construção do templo erguido em 1825. Cerca de 60 pessoas participaram da missa, número que reforçou o caráter comunitário do encontro e, ao mesmo tempo, evidenciou o potencial de crescimento da celebração nos próximos anos.

Desde 2025, o 21 de fevereiro integra oficialmente o calendário municipal, após a sanção da Lei nº 7.242 pelo prefeito Abílio Jacques Brunini Moumer. O reconhecimento institucional consolidou a data como marco da história religiosa e cultural da capital.

A eventual ampliação da celebração em 2027 dialoga justamente com esse novo momento: a data já não é apenas tradição comunitária, mas também patrimônio oficialmente reconhecido do município.

Organização e articulação cultural

A missa deste sábado contou com organização da Secretaria Municipal de Cultura. A secretária adjunta de Cultura, Vilmara da Silva Vidica, acompanhou de perto os preparativos e a articulação para que a celebração ocorresse dentro do calendário oficial instituído no ano passado.

Para ela, a construção de uma comemoração ainda mais estruturada no próximo ano é um caminho natural. "Quando falamos da primeira missa em solo mato-grossense, falamos de um marco da nossa história. A cultura também passa pela preservação da memória e das nossas origens. Se houver a possibilidade de ampliar a celebração em 2027, certamente será um trabalho construído em conjunto, com diálogo e planejamento", afirmou.

A atuação da pasta neste ano envolveu apoio logístico, articulação institucional e integração da celebração ao calendário cultural do município, etapas fundamentais para garantir que o evento ocorresse com organização e respeito à relevância histórica da data.

Entre memória e futuro

Na homilia que recordou as leituras proclamadas em 1721, incluindo a passagem “Basta-te a minha graça” e a Parábola do Semeador, o padre Raul traçou um paralelo entre a semente lançada há três séculos e a fé que se espalhou por todo o Centro-Oeste brasileiro.

A sugestão de uma celebração ampliada em 2027 surge como desdobramento simbólico dessa mesma imagem: a semente que continua germinando.

Aos 305 anos, a data reafirma sua força como referência espiritual e identitária. Aos 306, poderá representar também um novo passo na valorização histórica e cultural do Coxipó do Ouro, unindo Igreja, poder público e comunidade em torno de um patrimônio que atravessa gerações.

Se a ideia amadurecer, 2027 poderá marcar não apenas mais um aniversário, mas um capítulo ampliado de um marco que começou em 1721 e segue vivo na memória e na fé do povo cuiabano.

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