
O Dia do Repórter, comemorado dia 16 de fevereiro, foi lembrado ao longo desta semana como um momento de reflexão sobre o papel do jornalismo na sociedade. Ao homenagear a categoria, a data evidencia o trabalho do profissional que é responsável por apurar, checar e contextualizar informações de utilidade e interesse público, em um momento marcado pelo alto volume de informações que circulam diariamente em diversos meios de comunicação.
Da imprensa escrita às plataformas digitais
Apesar de hoje atuar sempre atrelado ao digital, a profissão do repórter no Brasil remonta ao século XIX, com a circulação dos primeiros jornais impressos no período imperial. Naquele contexto, a atividade estava ligada principalmente à imprensa escrita, com produção artesanal e distribuição restrita. Ainda assim, já exercia papel central na mediação entre acontecimentos políticos, decisões públicas e a população.

Com o avanço do século XX, o surgimento do rádio ampliou o alcance da informação e aproximou o repórter do imediatismo. A televisão, por sua vez, incorporou a imagem à narrativa jornalística e consolidou a presença do profissional nas ruas, diante das câmeras e em transmissões ao vivo.
Nas últimas décadas, a internet e as plataformas digitais transformaram novamente a rotina das redações. O ciclo de produção encurtou, a circulação das notícias tornou-se instantânea e o público passou a interagir diretamente com os conteúdos. Se antes a produção estava concentrada no fechamento de edições impressas ou telejornais, hoje transmissões em tempo real e atualizações contínuas fazem parte do cotidiano.

Desafios e transformações na rotina profissional
Apesar dessas transformações tecnológicas, a essência da atividade permanece centrada na apuração rigorosa, na checagem das informações e na responsabilidade com o que é divulgado.

Recém-formada e em seu primeiro emprego como repórter de televisão, Andressa Vassilakis afirmou que estar em campo é parte fundamental da profissão. “Estar em campo é a forma mais pura de exercer o jornalismo, porque é ali que a gente se aproxima da realidade e entende o que realmente importa para o público”, disse.
Ela destacou que a rotina intensa e a pressão por qualidade fazem parte do dia a dia da reportagem. Também apontou a necessidade de maior valorização profissional diante da responsabilidade social atribuída ao jornalismo.

Com trajetória consolidada na imprensa e experiência como repórter em diferentes redações, Ivanete Damasceno ressaltou que a profissão se renova diariamente. Atualmente, jornalista na Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Assembleia Legislativa de Rondônia, ela explicou que o repórter exerce papel de filtro em meio ao excesso de informações.

“Ser repórter é contextualizar e traduzir os fatos para o público de forma clara e ética”, afirmou.
As duas jornalistas destacaram que a tecnologia ampliou as possibilidades de produção e transmissão de conteúdo, mas não substitui a verificação dos fatos. Andressa afirmou que as ferramentas digitais auxiliam na organização e na análise de dados, enquanto Ivanete pontuou que “a tecnologia entrega dados, não fatos apurados”, reforçando que a checagem permanece como atribuição essencial do profissional.

No combate à desinformação, ambas enfatizaram que a escuta responsável, a confirmação das fontes e a transparência no processo de apuração são pilares do jornalismo profissional.
Transparência e comunicação pública
Na Assembleia Legislativa de Rondônia, o trabalho desenvolvido pela Secretaria de Comunicação Social também integra o compromisso com a transparência das ações do Parlamento. Repórteres e assessores acompanham sessões plenárias, audiências públicas e atividades legislativas, garantindo que a população tenha acesso a informações claras sobre decisões que impactam o estado.

O conteúdo pode ser acessado no site oficial da Casa de Leis e no canal da TV Alero no YouTube , onde estão disponíveis reportagens especiais , documentários, podcasts e coberturas institucionais.

Entre as produções já realizadas estão reportagens sobre investimentos no setor produtivo, como a destinação de equipamentos para associações rurais em Alta Floresta d’Oeste; os documentários ambientais que abordaram o cenário do Vale do Guaporé e a preservação de tartarugas de água doce; além da cobertura de audiências públicas que discutiram os desafios da cadeia produtiva do leite em Rondônia.
No portal institucional, séries especiais e reportagens históricas também retratam temas de relevância social e cultural, como a celebração dos 100 anos da Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro , em Guajará-Mirim.

Assim como na imprensa tradicional, a atuação da comunicação institucional está fundamentada na apuração, na checagem das informações e na responsabilidade com o conteúdo divulgado, contribuindo para ampliar o acesso da sociedade ao trabalho legislativo.
Texto: Isabela Gomes | Jornalista Secom ALE/RO
Fotos: Priscila Melgas e Luis Castilhos I Secom ALE/RO e Arquivo pessoal