
Na sessão desta quarta-feira (4), o deputado Tanízio Sá (MDB) cobrou do governo do Estado a recuperação urgente do acesso ao aeroporto de Manoel Urbano, após visita realizada durante o recesso parlamentar. Segundo ele, o trecho, com cerca de 800 metros, apresenta condições precárias e tem dificultado o transporte de alimentos, o deslocamento da população e até o resgate de pacientes em situação de emergência.
O parlamentar pediu que o Departamento de Estradas de Rodagem do Acre (Deracre) atue de forma imediata na melhoria do acesso, destacando que, com a diminuição das chuvas a partir de abril, o período será adequado para a execução das obras. “Ali pousa o pessoal que vem de Santa Rosa, veículos com feijão e outros produtos, porque a estrada está muito difícil. Em caso de resgate de pacientes, a situação fica ainda mais grave”, afirmou.
O emedebista informou que já comunicou o problema ao presidente da Aleac e solicitou que seja encaminhado um ofício ao Departamento de Estradas de Rodagem do Acre (Deracre) e à diretora responsável pela pasta, Sula Ximenes, pedindo a recuperação imediata do trecho. Ele destacou que, com a redução das chuvas a partir de abril, o período será propício para a execução das obras.
O deputado também voltou a defender a retomada da pauta sobre a estrada de Santa Rosa do Purus, considerada estratégica para a população local, majoritariamente indígena. Segundo ele, apesar da contratação da empresa responsável pelos estudos ambientais, a obra ainda não recebeu ordem de serviço devido a um pedido do Ministério Público Federal para a realização de consulta pública com as comunidades indígenas.
Ainda de acordo com o parlamentar, a diretora do Deracre retorna de férias no dia 10 de fevereiro, e a expectativa é de que ainda neste mês seja realizada a consulta pública, com a presença das lideranças indígenas, para destravar o processo. “Trata-se de um município pequeno, mas de uma população que precisa de acesso, de dignidade e da presença do poder público”, disse.
Tanízio Sá também chamou atenção para as dificuldades logísticas enfrentadas na região, citando como exemplo uma obra de pista de pouso executada pelo Exército Brasileiro que se arrasta há sete anos. Segundo ele, o alto custo do transporte de materiais e as limitações impostas pelo período chuvoso dificultam a conclusão das obras. “Em alguns casos, o frete chega a custar o dobro do valor do próprio material”, relatou.
O deputado reconheceu as preocupações dos órgãos ambientais e do Ministério Público quanto à preservação da área, que inclui uma reserva nacional, e defendeu a atuação integrada de instituições como o ICMBio, o Imac e a Secretaria de Meio Ambiente. Para ele, é possível conciliar a proteção ambiental com o direito de ir e vir da população local. “As leis ambientais endureceram, mas estamos falando da vida de um povo que precisa do apoio do Estado”, concluiu.
Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac
Foto: Sérgio Vale