
Ao ocupar a tribuna durante o pequeno expediente da sessão ordinária realizada nesta terça-feira (04), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o deputado Eduardo Ribeiro (PSD) chamou a atenção do Parlamento e do governo do Estado para duas pautas que, de acordo com ele, demandam providências urgentes neste início de ano legislativo.
O primeiro tema abordado foi a situação do cadastro de reserva do concurso do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf), cuja validade se encerra em 30 de março de 2026. O parlamentar destacou que existe solicitação formal do diretor-presidente do órgão para a convocação de cerca de 50 a 60 profissionais, ressaltando a importância desses servidores para o avanço econômico do Estado. “Nós sabemos que o Acre pode crescer muito na indústria, na produção e na exportação, e para isso é fundamental a convocação desses profissionais”, afirmou.
Eduardo Ribeiro alertou para o curto prazo disponível, lembrando que o mês de fevereiro é reduzido e inclui o período de Carnaval, o que exige celeridade por parte da administração pública. Para ele, a Secretaria de Administração precisa agir rapidamente para garantir o aproveitamento dos aprovados. “A validade do concurso está próxima do fim e essas medidas precisam ser tomadas o quanto antes para fortalecer o serviço público acreano”, acrescentou.
Na sequência, o deputado também manifestou preocupação com a votação da lei de incentivo ao futebol acreano, tradicionalmente apreciada no início dos trabalhos legislativos. Ele recordou que, no ano passado, o valor aprovado foi de R$ 1,5 milhão e avaliou que os resultados já podem ser percebidos no crescimento do esporte local. “O futebol acreano tem avançado, os clubes estão mais organizados, investindo na base e trabalhando com nossos jovens”, destacou.
Para este ano, Eduardo Ribeiro defendeu a ampliação dos recursos destinados ao setor, sugerindo um valor mínimo de R$ 2 milhões. Segundo ele, a Assembleia conta com uma frente parlamentar voltada à defesa do esporte e este é o momento adequado para aprofundar o debate. “Não se justifica deixar de votar essa lei ou reduzir investimentos. Precisamos fortalecer os clubes, incentivar nossas crianças e jovens e tratar o esporte como política pública”, concluiu.
Texto: Andressa Oliveira
Foto: Sérgio Vale