
Após diálogo com deputados estaduais, o Governo de Mato Grosso encaminhou à Assembleia Legislativa (ALMT) um novo projeto de lei com índice de 5,4% para a Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores públicos estaduais. A proposta substitui o texto inicial, que previa reajuste de 4,26%, e foi recebida oficialmente, lida em plenário pela Casa e está em pauta para votação em sessão extraordinária nesta quarta-feira (21).
O novo percentual é resultado de uma articulação política conduzida pela Assembleia Legislativa junto ao Executivo e marca um fato inédito nos últimos sete anos, que pela primeira vez, a atuação da ALMT resulta em um índice de RGA superior à inflação, representando um ganho real aos servidores públicos estaduais.
O presidente da ALMT, deputado Max Russi (PSB), destacou que o avanço foi construído com diálogo e firmeza institucional.
“Essa vitória completa uma luta importante. No primeiro momento, todos viram que o índice era de 4,26% e não havia previsão de alteração. Com muito trabalho, diálogo e dificuldade, conseguimos avançar para 5,4%. Do meu ponto de vista, após sete anos, a Assembleia se posicionou de forma muito firme junto ao governo para garantir um índice maior, que vai beneficiar todos os servidores de Mato Grosso”, afirmou.
Max Russi destacou que a Mesa Diretora e os parlamentares buscaram um entendimento com o governo para evitar vetos e garantir que o reajuste seja aplicado ainda na folha do mês de janeiro. As tratativas envolveram reuniões com deputados da base governista, a equipe econômica e a apresentação de um novo texto pelo Executivo.
“Estou feliz porque a Assembleia se mostrou unida, os deputados estiveram presentes e conseguimos essa conquista. Eu sei que ainda haverá críticas, talvez não seja o cenário ideal, mas foi o possível neste momento para que não houvesse entraves, para que a RGA fosse implantada ainda no mês de janeiro e para que o servidor tenha um ganho real, ajudando a reduzir as perdas acumuladas nos últimos anos”, afirmou o presidente.
Caso aprovado, o texto seguirá para sanção do governo e posterior inclusão no pagamento dos servidores estaduais.