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Período chuvoso exige alerta, mas Porto Velho registra queda expressiva nos casos de dengue

Município registra redução de mais de 60% nos casos confirmados em 2025, mas reforça ações de preven&cced...

Redação
Por: Redação Fonte: Prefeitura de Porto Velho - RO
19/01/2026 às 12h38
Período chuvoso exige alerta, mas Porto Velho registra queda expressiva nos casos de dengue
Município encerrou 2025 com uma redução expressiva nos casos de dengue

Município registra redução de mais de 60% nos casos confirmados em 2025, mas reforça ações de prevenção durante o período chuvoso

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Município encerrou 2025 com uma redução expressiva nos casos de dengue
Município encerrou 2025 com uma redução expressiva nos casos de dengue
Com a chegada do período chuvoso, aumenta o risco de transmissão das arboviroses — dengue, zika e chikungunya — devido à maior proliferação do mosquito Aedes aegypti. Diante desse cenário sazonal, a Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), mantém e intensifica as ações de vigilância, prevenção e controle dessas doenças.

Apesar do histórico de maior incidência neste período, o município encerrou 2025 com uma redução expressiva nos casos de dengue, demonstrando o impacto positivo das estratégias adotadas pela saúde pública, sem perder de vista a necessidade de alerta permanente.

Cenário epidemiológico

Dados oficiais da Vigilância Epidemiológica apontam queda significativa no comparativo anual. Em 2024, Porto Velho registrou 3.180 casos notificados de dengue, com 580 confirmações e um óbito. Já em 2025, os números caíram para 1.574 casos notificados, 211 confirmados e nenhum óbito registrado.

A redução de 63,6% nos casos confirmados em 2025 e a ausência de óbitos refletem o fortalecimento das ações de prevenção, o diagnóstico precoce e a assistência adequada prestada à população.

Semusa mantém e intensifica as ações de vigilância, prevenção e controle dessas doenças
Semusa mantém e intensifica as ações de vigilância, prevenção e controle dessas doenças

Para o secretário municipal de Saúde, Jaime Gazola, os resultados são fruto de um trabalho integrado. “A queda nos casos de dengue em Porto Velho é resultado de um esforço conjunto, com ações permanentes de prevenção, controle do vetor, assistência em saúde e a participação da população. No entanto, não podemos relaxar. O enfrentamento à dengue é contínuo e depende do compromisso de todos, principalmente na eliminação de criadouros dentro das residências”, destacou.

Vacinação contra a dengue

A vacinação é uma das principais estratégias para reduzir casos graves, internações e óbitos por dengue, atuando de forma complementar ao controle do mosquito transmissor.

Atualmente, a rede pública de saúde disponibiliza gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a vacina Qdenga, destinada a crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre elas. A Semusa reforça que a vacina não substitui as medidas de eliminação de criadouros, mas reduz significativamente o risco de agravamento da doença.

Para 2026, o Ministério da Saúde anunciou a vacina nacional Butantan-DV, desenvolvida pelo Instituto Butantan, com esquema de dose única e faixa etária autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) entre 12 e 59 anos. A previsão nacional é de distribuição inicial de cerca de um milhão de doses a partir de janeiro de 2026, com ampliação no segundo semestre. Até o momento, Porto Velho não recebeu nenhuma remessa da nova vacina de dose única contra a dengue, e não há previsão oficial do Ministério da Saúde para envio ao município.

Importância da notificação dos casos

Para o secretário municipal de Saúde, Jaime Gazola, os resultados são fruto de um trabalho integrado
Para o secretário municipal de Saúde, Jaime Gazola, os resultados são fruto de um trabalho integrado

A Vigilância Epidemiológica alerta que a subnotificação ainda compromete o enfrentamento da dengue. Quando o paciente não procura atendimento ou o caso não é registrado, o município perde a capacidade de agir de forma rápida e direcionada.

A gerente da Vigilância Epidemiológica, Ivonete Santos, reforça que o registro correto é essencial para o planejamento das ações. “Mesmo com a redução expressiva dos casos em 2025, o período chuvoso exige atenção redobrada. A notificação permite identificar áreas com maior circulação do vírus, direcionar equipes e intensificar ações de bloqueio, evitando a disseminação da doença”, explicou.

As equipes estão em fase de recebimento e qualificação das notificações iniciais de 2026, que serão inseridas no sistema oficial do Ministério da Saúde.

Ações contínuas do município

Entre as ações permanentes desenvolvidas pela Semusa estão a atuação diária da Divisão de Controle de Vetores, visitas domiciliares, ações educativas, monitoramento epidemiológico constante e planejamento estratégico baseado nos dados de notificação.

Papel da população no combate à dengue

A Semusa reforça que a participação da população é fundamental para manter a redução dos casos. A principal medida é a eliminação de criadouros, evitando qualquer acúmulo de água parada e mantendo quintais, calhas e recipientes sempre limpos.

Ao apresentar sintomas como febre alta, dor atrás dos olhos, dores no corpo e articulações, manchas vermelhas na pele e cansaço intenso, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde para atendimento e registro do caso.

O combate à dengue é uma responsabilidade compartilhada entre o poder público e a comunidade, e a prevenção continua sendo a principal aliada para proteger a saúde da população.

Texto:Nathalie Ventura
Foto: Secom

Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)

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