
O Janeiro Roxo, mês dedicado à conscientização sobre a hanseníase, reforça em Cuiabá a importância do diagnóstico precoce como principal estratégia para interromper a transmissão da doença e evitar complicações. A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), mantém acompanhamento ativo de 1.154 pessoas em tratamento, todas assistidas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Silenciosa em seus estágios iniciais, a hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada pela bactéria Mycobacterium leprae e afeta principalmente a pele e os nervos periféricos. A identificação antecipada permite um tratamento eficaz e impede o desenvolvimento de sequelas neurológicas e físicas. Após o início da medicação, o paciente deixa de transmitir a doença, o que reduz significativamente o risco de novos casos.
A transmissão ocorre pelo contato próximo e prolongado com pessoas que ainda não iniciaram o tratamento, por meio de gotículas respiratórias. Apesar disso, especialistas ressaltam que a maioria da população possui imunidade natural, o que faz com que apenas uma parcela dos expostos desenvolva a doença.
Manchas esbranquiçadas ou avermelhadas na pele com perda de sensibilidade, formigamento persistente, dormência, dores nos nervos, ressecamento da pele e diminuição da força muscular estão entre os sinais de alerta. Ao identificar qualquer um desses sintomas, a recomendação é procurar uma das 68 Unidades de Saúde da Família (USFs) distribuídas pela capital, onde as equipes estão capacitadas para realizar avaliação clínica, diagnóstico e acompanhamento contínuo.
De acordo com a secretária municipal de Saúde, Danielle Carmona, o combate à hanseníase vai além do tratamento médico.
“Informar a população é fundamental para romper o estigma que ainda envolve a doença. A hanseníase tem cura, o tratamento é seguro e gratuito, e o diagnóstico precoce é o maior aliado para preservar a saúde e a qualidade de vida do paciente”, afirmou.
O tratamento pode variar de seis a doze meses, conforme a classificação da doença, e inclui acompanhamento regular pelas equipes da atenção básica, que também realizam orientações aos familiares e contatos próximos.
Durante o Janeiro Roxo, a Secretaria Municipal de Saúde intensifica ações educativas para esclarecer dúvidas, incentivar a busca por atendimento e reforçar que hanseníase tem cura. A orientação é clara: ao notar qualquer alteração na pele ou na sensibilidade, procure a USF mais próxima. Quanto mais cedo o diagnóstico, melhores são os resultados do tratamento.