
>
Produtores expõem mel, hidromel, derivados e espécies sem ferrão com apoio da Semagric
(1).jpg)
O Pavilhão do Mel é um dos espaços da Agrotec 2025, que segue até este domingo no complexo turístico da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. O ambiente reúne produtos e demonstrações, apresentando ao público a cadeia produtiva do mel em Porto Velho e o trabalho de incentivo realizado pela Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento (Semagric) junto aos apicultores da capital e distritos.
No Espaço Sabores da Colmeia, da Floresta à Mesa, o público encontra produtos variados, demonstrações, bancadas de degustação e um espaço com abelhas sem ferrão, onde os visitantes conhecem o comportamento das espécies nativas. Também estão expostos os favoseiros, estruturas naturais onde as abelhas constroem mel e armazenam pólen, chamando a atenção de quem passa.
Entre os visitantes, muita curiosidade. A radialista Diná Carvalho, que mora em Minas Gerais e está de passagem por Porto Velho, destacou a experiência. “Achei tudo muito importante. Ver o trabalho das abelhas, provar os sabores. Amei a geleia de mel com pimenta que a produtora inventou. Convido todo mundo a vir”.
(1).jpg)
O gerente de assistência técnica da Semagric, Roseval Guzo, explica que o pavilhão reúne cinco produtores apoiados diretamente pela prefeitura, que recebem acompanhamento técnico, capacitações e equipamentos. “Aqui nós temos produtores que contam com assistência, transporte da produção e fornecimento de equipamentos. Hoje eles apresentam seus produtos, temos degustação, sommelier de mel, derivados e hidromel, tudo produzido no município de Porto Velho e no distrito de Nova Califórnia”.
Segundo Roseval, o incentivo técnico mudou o cenário da apicultura local. “Porto Velho passou de oito apicultores para 108. A produção, que era de oito toneladas, hoje passa de 30 toneladas por ano”.
No pavilhão, os visitantes acompanham também a abertura de colmeias de abelhas sem ferrão, observando como elas coletam néctar e retornam à caixa. “Elas não têm ferrão e não são agressivas. Quem quiser visitar pode conhecer. Abrimos a colmeia e mostramos tudo com segurança".
O mel que transforma lavouras
Entre os produtores apoiados pela prefeitura está Levi Moraes, do Ramal do Brito, km 76. Ele começou por necessidade e hoje planeja atingir duas toneladas de mel por ano até 2026.
.jpeg)
Levi conta que a apicultura entrou em sua rotina para salvar a lavoura de melancia. “No começo, quase não tinha abelha na área. A melancia ficava torta, sem doce. Eu até comprei incenso achando que podia atrair abelha”, relembrou, explicando que a orientação da assistência técnica da Semagric mudou o cenário. “Coloquei uma única caixa de abelha no meio da roça e, de repente, a melancia ficou melhor, mais doce, mais uniforme. Aí percebi que eu precisava criar abelhas de verdade.” Da primeira caixa, Levi já evoluiu para 40 colmeias. “A abelha é uma renda que vem sem muito gasto. Uma colmeia pode produzir até 40 quilos de mel por ano. É lucrativo e não toma todo o tempo da gente”.
A Agrotec 2025 é promovida pela Prefeitura de Porto Velho, com apoio da Semagric, Semtel, Funcultural, ADPVH, SMCL e Sebrae, em parceria que fortalece o setor agroindustrial da capital.
Texto:Renata Beccária
Fotos:Renata Beccária
Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)