
Antes, os meus dias eram muito sem graça, sem cor, quando o projeto Elos começou, ficou tudo mais alegre, ficou muito mais legal”, comentou o pequeno Cristian dos Santos, do Fundamental 1, sobre a inclusão do programa Elos: Construindo Coletivos, na escola Iracema Gomes Pereira.

Esse foi o segundo encontro do programa na instituição, realizado pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH) em parceria com a Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE). A iniciativa foi implantada nesse segundo semestre pela vice-governadora Mailza Assis e o governador Gladson Camelí, onde as aulas serão realizadas em várias instituições de ensino do estado.
O Elos é uma estratégia lúdica de prevenção ao uso de drogas e promoção do desenvolvimento social, que utiliza um jogo para fortalecer habilidades como cooperação e empatia em crianças de 6 a 10 anos. O programa tem o objetivo de reduzir comportamentos agressivos e promover o sentimento de pertencimento.

Os pais também não ficam de fora, eles compartilham momentos do cotidiano, como experiências frustradas nas quais não souberam como agir, e as mediadoras do programa auxiliam sobre como poderiam ter reagido melhor. Além disso, discutem relações mais agradáveis com seus filhos, como tratá-los e utilizar palavras alternativas.
Com início neste ano, a diretora da instituição, Audineia Ferreira, ressalta que essa iniciativa é essencial para o desenvolvimento de pais e alunos. “Ele é um jogo, e nós escolhemos uma turma do quarto ano, que é uma turma numerosa e em que alguns alunos têm problemas de comportamento. Os pais, na maioria das vezes, também estão distantes das famílias. Então, esse programa veio para nos ajudar a aproximar as famílias das crianças e também da escola”, frisou Audineia.

O aluno do 4º ano, Cristian José dos Santos, falou sobre as mudanças que o programa trouxe para sua vida. “Eu me senti muito mais seguro com o projeto Elos e ajudou muito no meu desempenho na escola.”
O Elos é aplicado aos pais e as crianças, a professora Maria José Coelho explica como funciona a atividade. “Nós fizemos toda uma dinâmica com a caixa surpresa, e dentro dessa caixa colocamos os sentimentos: raiva, ódio, amor, alegria. Entregamos para cada dupla, e o amigo tinha que identificar qual era o sentimento que o outro estava sentindo naquele momento, sem que ele falasse qual era”, ressaltou a professora.

No Elos, são utilizados níveis de voz: o zero é o silêncio; o um é cochicho; o dois é trabalho em grupo; o três é apresentação; e o quatro é voz de rua.
Uma das mães participantes, Jane Cardoso, conta que precisou parar de trabalhar para dedicar tempo ao filho autista, Davi Lucas Cardoso. Ela afirmou que o papel mais importante na vida da criança vem da família e que o Elos veio para somar, enriquecer o conhecimento e trazer mais acolhimento e amor.

“Um aprendizado que vai só acrescentar cada vez mais com nossos filhos e no lidar em casa e na escola, porque a escola é a segunda família da gente, que a gente precisa acolher e estar presente. Então, o Elos veio para acrescentar qualidade de vida para nós”.
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