
Com a proposta de ampliar o alcance da população a orientações sobre violações de direitos, o governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), encerrou nesta sexta-feira, 28, a mobilização com prefeitos e gestores da região do Juruá para adesão aos Núcleos de Direitos Humanos nos municípios.

Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Tarauacá e Feijó, receberam a orientação da equipe estadual e partem agora para a adesão oficial.
Com a implantação dos municípios, os núcleos passarão a atuar como instâncias locais de apoio à população, em articulação com as redes municipais e estaduais de proteção social. A iniciativa representa um avanço estratégico para a interiorização das políticas de direitos humanos, promovendo dignidade, ampliando oportunidades e fortalecendo a justiça social em todo o Acre.
Em Feijó, o vice-prefeito Juarez Leitão recebeu a equipe estadual e afirmou que o município está de portas abertas para a iniciativa:
“Queremos agradecer a presença de vocês e reforçar que, nos próximos meses, em parceria, daremos início ao treinamento que gentilmente se dispuseram a oferecer. Nossa equipe, por meio da Secretaria de Ação Social, sob a liderança da secretária professora Cardossi, estará totalmente engajada nessa formação. Estou aqui em nome do prefeito Railson para dar as boas-vindas e reafirmar nosso compromisso em fortalecer o trabalho e aprimorar a qualidade do atendimento relacionado aos Direitos Humanos em nosso município”, destacou o gestor.

A chefe do Centro de Referência em Direitos Humanos do Estado, Rossiane Boaventura disse que os núcleos poderão atuar no apoio à população em situação de violação de direitos, promovendo ações educativas e fortalecendo a rede de proteção social.
“Esse movimento representa um passo importante para o fortalecimento das políticas públicas e para a efetivação dos direitos em nível municipal, além de contribuir para ampliar o acesso à cidadania, garantir acolhimento às pessoas em situação de vulnerabilidade e promover justiça social”, destacou.
Além de uma formalização, essa iniciativa representa a concretização de sonhos para muitas comunidades, principalmente os povos tradicionais. A representante das mulheres indígenas e cacique do povo Shanenawa, Edina Shanenawa, de Feijó, disse que a instalação do núcleo é um sonho:
“Nós estamos muitos felizes porque vai atender às nossas necessidades, principalmente de nós povos indígenas que moramos aqui em Feijó, como os ashaninkas, shanenawas, huni kuins e madihas irá nos fortalecer e nos amparar conforme a nossa necessidade como ser humano”, concluiu.
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