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Prefeitura alerta mulheres sobre violência e incentiva denúncias

Município disponibiliza apoio e acolhimento às vítimas por meio do Centro de Referência de Atendimento à Mulher

Redação
Por: Redação Fonte: Prefeitura de Porto Velho - RO
29/08/2025 às 09h14
Prefeitura alerta mulheres sobre violência e incentiva denúncias
Foto: Reprodução/Prefeitura de Porto Velho - RO

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Dando continuidade à campanha Agosto Lilás, cujo objetivo é ampliar a conscientização e o enfrentamento aos casos de violência contra a mulher, a Prefeitura de Porto Velho, com objetivo de garantir mais proteção ao público feminino, faz um alerta quanto ao chamado ciclo da violência.

A assistente social do Centro de Referência de Atendimento à Mulher (Cram), Danusa Pacheco, explica que o ciclo começa com o momento de tensão, evolui para a violência e depois para a chamada ‘lua de mel’, que não tem nada a ver com romantismo.

“A tensão está relacionada às questões emocionais da mulher, como xingamentos, cobranças e críticas por parte do marido. A fragilidade da mulher pode gerar tensão e diminuir a autoestima dela. Após a tensão, geralmente, ocorre a violência física. Nesse caso, a mulher se torna mais emotiva e vulnerável. Muitas vezes o homem se aproveita desse momento para cometer agressões físicas, psicológicas e, até mesmo, as sexuais”, acrescentou.

Depois de chegar ao ponto de agredir a companheira de várias formas, é comum que o homem se desculpe e até promete que vai mudar, fazendo com que a mulher acredite e reate o relacionamento. Esse é o ciclo ‘lua de mel’. No entanto, a tendência é que esse ciclo venha a se repetir e de uma forma ainda mais agressiva.

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Depois de chegar ao ponto de agredir a companheira de várias formas, é comum que o homem se desculpe
Depois de chegar ao ponto de agredir a companheira de várias formas, é comum que o homem se desculpe

Nesse caso, a mulher pode buscar os serviços do Cram de forma espontânea ou por encaminhamento. A equipe multiprofissional dará as orientações e os encaminhamentos necessários. Se ela for encaminhada pela Delegacia da Mulher ou pela Defensoria Pública, por exemplo, o Cram fará o acolhimento, a escuta e os encaminhamentos adequados, dependendo de cada situação.

IMPACTOS E DENÚNCIAS

Uma vez que a mulher se torna vítima de violência, ela pode apresentar quadros de depressão, ansiedade, crises de pânico, estresse pós-traumático, abuso de álcool e outras drogas. “Essas condições podem, inclusive, contribuir para o desenvolvimento de outras doenças na vítima”, alerta Danusa Pacheco.

Para interromper o ciclo de violência doméstica, é fundamental que a mulher, ao reconhecer-se como vítima, busque apoio em instituições especializadas o mais rápido possível.

CANAIS

A denúncia pode ser feita à Polícia Militar pelo 190, na Delegacia da Mulher, Ministério Público, Defensoria Pública, Tribunal de Justiça, disk 180 e disk 100. Além disso, a Rede Lilás, composta por diversas instituições, fornece todo apoio necessário à mulher.

APOIO DA FAMÍLIA

Assistente social do Centro de Referência de Atendimento à Mulher (Cram), Danusa Pacheco
Assistente social do Centro de Referência de Atendimento à Mulher (Cram), Danusa Pacheco
Familiares também devem estar atentos e prontos para ajudar. Danusa explica que a vítima de violência doméstica, por diversas razões, inclusive vergonha, nem sempre compartilha a situação dela com os parentes. No entanto, quando a mulher decide relatar o que aconteceu, é crucial que ela seja acolhida e orientada a procurar os serviços adequados.

“Em caso de agressão física, por exemplo, é importante que a mulher registre o boletim de ocorrência na delegacia e procure o Instituto Médico Legal (IML) para que as medidas cabíveis sejam tomadas e o agressor responsabilizado pela violência cometida", orienta a assistente social.

PREVENÇÃO

Em suas ações preventivas, o Cram realiza palestras socioeducativas em escolas para informar sobre a existência dos serviços e para que os alunos possam identificar os sinais de violência e buscar os recursos necessários. Além disso, tratam da prevenção de relacionamentos abusivos e os sinais de alerta a serem observados para evitar futuras situações de violência.

“Não há uma fórmula única para identificar comportamentos abusivos. Homens que inicialmente se mostram gentis e tranquilos podem desenvolver comportamentos possessivos e violentos após o início da convivência. Sinais de alerta incluem o isolamento da mulher de sua rede de apoio, ciúmes excessivos, possessividade e o uso abusivo de álcool ou outras substâncias”, afirmou a profissional.

A orientação principal é que as mulheres estejam atentas aos sinais de violência doméstica e, ao identificar um relacionamento abusivo, busquem imediatamente o apoio das unidades especializadas.

As palestras socioeducativas realizadas pela equipe do Cram tem como objetivo a prevenção, informar às crianças e adolescentes sobre a Lei 11.340 e as consequências da violência doméstica. “É essencial que meninos e meninas compreendam a importância de relacionamentos saudáveis, sejam eles entre cônjuges ou pais e filhos”, reforçou.

CONTATO

O Centro de Referência de Atendimento à Mulher (Cram) está localizado na rua Geraldo Ferreira, nº 135, bairro Agenor de Carvalho, no antigo Lar do Bebe. O telefone do Plantão Social 24 horas é o (69) 98473-5966.

Texto:Augusto Soares
Fotos:José Carlos/ Leandro Morais/ Augusto Soares

Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)

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