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Estudo diz que tomar energético antes dos 21 anos pode causar depressão

Análise global revela impactos negativos à saúde de jovens consumidores

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16/01/2024 às 14h29 Atualizada em 16/01/2024 às 15h15
Estudo diz que tomar energético antes dos 21 anos pode causar depressão
Reprodução - Imagem ilustrativa

Uma pesquisa realizada pelas universidades de Teesside e Newcastle, no Reino Unido, revelou que o consumo precoce de bebidas energéticas contendo cafeína e taurina pode comprometer a saúde mental e física de jovens com menos de 21 anos.

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O estudo, publicado na revista Public Health, analisou 57 pesquisas que envolveram mais de 1,2 milhão de indivíduos em 21 países.

De acordo com os resultados, o consumo dessas bebidas está associado a diversos riscos de saúde, sendo mais comum entre homens nessa faixa etária. Além disso, observou-se um aumento em comportamentos de risco, como episódios de violência e prática de sexo inseguro.

As consequências do abuso de energéticos são alarmantes, incluindo aumento do risco de alcoolismo, tabagismo, vícios em geral, má qualidade do sono, baixo desempenho acadêmico, suicídio, sofrimento psicológico, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, depressão, síndrome do pânico, doenças alérgicas, resistência à insulina, cárie dentária e desgaste erosivo dos dentes.

Os pesquisadores defendem medidas restritivas por parte dos governos, argumentando que as evidências são suficientes para limitar a venda e comercialização dessas bebidas a crianças e jovens.

A professora de nutrição da Universidade de Teesside, Amelia Lake, autora principal do estudo, ressalta a necessidade de proteger esse público, alertando que as bebidas energéticas, acessíveis até para crianças de 10 anos, podem comprometer a saúde mental e física.

A coautora do estudo, professora de nutrição Shelina Visram, da Universidade de Newcastle, destaca a falta de ação dos governos nessa área, apesar das preocupações manifestadas globalmente. Ela argumenta que é hora de restringir as vendas dessas bebidas, pelo menos para menores de 16 anos.

A pesquisa revelou também que os fabricantes direcionam suas propagandas a crianças e jovens por meio de anúncios online, jogos de computador, campanhas televisivas e patrocínio desportivo, associando o produto à sensualidade, bravura e coragem.

No Reino Unido, estima-se que até um terço das crianças consuma bebidas energéticas semanalmente, com cada lata contendo aproximadamente 200mg de cafeína, mais que uma dose dupla de espresso. Atualmente, apenas a Lituânia e a Letônia proíbem a venda dessas bebidas a menores de 18 anos.

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