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Em Tefé, sociedade civil participa de diálogos para construção do Plano Estadual de Bioeconomia do Amazonas

Encontro reuniu representantes de cooperativas, produtores e instituições para identificar oportunidades no Alto Solimões...

Redação
Por: Redação Fonte: Agência Amazonas
06/05/2025 às 15h35
Em Tefé, sociedade civil participa de diálogos para construção do Plano Estadual de Bioeconomia do Amazonas
Foto: Reprodução/Agência Amazonas

Foto: Reprodução/Agência Amazonas
Foto: Reprodução/Agência Amazonas
Fotos: Evanildo Nogueira/ FAS

A população do município de Tefé (a 523 quilômetros de Manaus), na região do Alto Solimões, recebeu mais uma ação de Diálogos Municipais para o desenvolvimento do Plano Estadual de Bioeconomia, nesta segunda-feira, (05/05). A ação tem o objetivo de escutar diferentes atores da sociedade civil para fomentar as diretrizes de desenvolvimento sustentável e o fortalecimento da atividade econômica na região.

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Os Diálogos Municipais são promovidos pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), com o apoio da Fundação Amazônia Sustentável (FAS) e recursos do Instituto Clima e Sociedade (ICs) para o projeto de construção do Plano Estadual de Bioeconomia do Amazonas.

Participaram representantes de cooperativas, produtores rurais e instituições da sociedade civil que apresentaram demandas, propostas e desafios relacionados ao manejo sustentável de recursos da floresta amazônica, ajudando na compreensão da realidade local.

A construção de políticas públicas eficazes depende diretamente da escuta ativa e da participação colaborativa entre diferentes setores da sociedade. No caso do Plano Estadual de Bioeconomia, essa premissa tem sido um dos pilares das ações conduzidas pela Sedecti.

Nesse contexto, a chefe do Departamento de Tecnologia e Inovação da Secretaria, Débora Holanda, destaca a importância da pluralidade de vozes nos espaços de debate e formulação de propostas.“Conseguimos reunir diversas instituições e ter a contribuição de diversos setores. Conseguimos ouvir o pessoal da pesquisa, parte do governo e empresa privada. Conseguimos consolidar bastante ideias e acreditamos que o Plano [Estadual] de Bioeconomia precisa ser construído a muitas mãos”, afirmou.

O Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação em Tefé, Naldo de Souza Oliveira, avalia que o diálogo é uma medida fundamental para que o desenvolvimento, a partir do uso de recursos naturais, se expanda para outros locais.

Foto: Reprodução/Agência Amazonas
Foto: Reprodução/Agência Amazonas
Foto: Reprodução/Agência Amazonas
Foto: Reprodução/Agência Amazonas
Fotos: Evanildo Nogueira/ FAS

“Por Tefé ter se tornado a ‘capital’ do Médio Solimões, é fundamental que haja esse diálogo para promover melhor o desenvolvimento econômico da região, não só da área urbana, mas também do interior, trazendo novas políticas de bioeconomia”, avalia.

Enquanto isso, a coordenadora do projeto EcoAM do Impact Hub Manaus, Viviane Marcos, enfatizou a necessidade do Poder Público seguir em sintonia com a população. “Além de promover o diálogo, nós temos uma expectativa da consolidação e aplicabilidade desse plano. Nós acreditamos que essa iniciativa é uma forma de desenvolver ainda mais a nossa região”, disse.

A escuta já foi realizada em diversos municípios do estado, como São Gabriel da Cachoeira, Benjamin Constant, Tabatinga, Manacapuru, Novo Airão, Coari e Santa Isabel do Rio Negro, reunindo centenas de participantes. A previsão é fazer também em Borba, Fonte Boa, Jutaí, Apuí, Humaitá, Manicoré e outras cidades até o fim de maio. Cada encontro amplia o diálogo entre governo e sociedade, promovendo um mapeamento detalhado de desafios e oportunidades relacionados à bioeconomia.

“Não adianta chegar com uma solução feita. A população precisa se manifestar, ser escutada, para que o Poder Público e os outros parceiros compreendam as dores a serem atendidas. Este é o mais importante na construção de uma política pública. Tefé tem um grande potencial para o uso e a produção bioeconômica, com o manejo sustentável, o que pode trazer muita prosperidade para as pessoas”, finaliza a superintendente de Desenvolvimento de Comunidades da FAS, Valcléia Solidade.

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