
Dormir mal vai além do mau humor diário; um recente estudo conduzido por neurocientistas australianos revela que o sono irregular, quando transformado em hábito de longo prazo, aumenta os riscos de demência na terceira idade em impressionantes 53%.
Os resultados, publicados na revista Neurology em 13/12, analisaram dados de saúde de 88 mil pessoas com idade média de 62 anos desde 2016, buscando estabelecer vínculos entre padrões de sono e problemas de cognição.
A pesquisa, que utilizou pulseiras inteligentes para monitorar os hábitos de sono dos voluntários, criou uma escala para avaliar a regularidade do sono.
Aqueles que mantinham horários consistentes todos os dias alcançaram um índice de 100 pontos, enquanto os que dormiam sem seguir qualquer padrão obtiveram uma pontuação média de 41.
Entre os voluntários que desenvolveram demência, mais da metade apresentava padrões de sono irregulares.
Entretanto, o estudo também trouxe uma descoberta surpreendente: dormir em horários regulares diariamente não se mostrou mais eficaz na preservação cognitiva do que hábitos de sono intermediários.
O neurologista Matthew Paul Pase, autor principal da pesquisa, destaca que melhorar para níveis médios pode ser suficiente para prevenir a demência, não sendo necessário alcançar níveis extremos de regularidade.