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Cientistas australianos criam estratégia para convencer população a beber menos

Uma pesquisa revela como a conscientização sobre os riscos de câncer associados ao álcool pode ser a chave para mudar hábitos de consumo.

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15/12/2023 às 09h44
Cientistas australianos criam estratégia para convencer população a beber menos
Reprodução

Sidney, Austrália - Uma recente pesquisa conduzida pelo Instituto George para Saúde Global revelou uma estratégia inovadora para reduzir o consumo de álcool na população. Psicólogos australianos liderados pela renomada pesquisadora Simone Pettigrew destacaram a eficácia de combinar informações sobre o risco de câncer relacionado ao álcool com ações práticas específicas.

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O estudo, publicado com seus primeiros resultados em 2021, envolveu 8 mil voluntários divididos em três grupos. Um grupo recebeu informações sobre as associações entre álcool e câncer, outro assistiu mensagens incentivando a mudança nos hábitos de consumo de álcool, e o terceiro teve acesso a ambos os tipos de anúncios.

Surpreendentemente, o grupo que recebeu informações sobre a relação entre álcool e câncer, combinadas com a ação prática de contar a quantidade de bebidas consumidas, foi o único a apresentar uma redução significativa no consumo após seis semanas. A psicóloga Simone Pettigrew enfatiza que "combinar informações claras sobre os riscos com ações práticas, como contar os copos, resultou em uma mudança comportamental positiva".

Impacto na Saúde: Além do Câncer

Não é novidade que o consumo excessivo de álcool está associado a uma série de problemas de saúde, incluindo doenças cardíacas, problemas digestivos e um risco aumentado de demência. No entanto, o câncer parece ser o fator mais impactante, conforme indicado pelos resultados da pesquisa.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o consumo de álcool pode ser responsável por até 7% das mortes prematuras em todo o mundo, principalmente relacionadas a cânceres ou doenças do fígado. Diferentes tipos de câncer, como boca, faringe, laringe, esôfago, estômago, fígado, intestino (cólon e reto) e mama, foram associados ao consumo de bebidas alcoólicas.

O Inca alerta que não há níveis seguros de ingestão ou bebidas imunes ao risco. Quanto maior a dose e o tempo de exposição, maior será o risco de desenvolver doenças relacionadas ao álcool.

Conclusão e Perspectivas Futuras

Os resultados dessa pesquisa abrem portas para estratégias inovadoras na abordagem do consumo de álcool, destacando a importância de informar sobre riscos específicos e promover ações práticas para mudança de comportamento. À medida que a conscientização sobre os impactos na saúde se intensifica, espera-se que essas abordagens sejam integradas às campanhas de saúde pública, proporcionando benefícios duradouros para a comunidade.

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